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Copa do Mundo 2026Saúde

Aposentadoria de jogadores depende mais do físico do que da idade

Especialistas que desempenho, preparo físico e lesões pesam mais do que a idade no fim da carreira dos atletas

13/07/2026 02:00
Megan Briggs/Getty Images
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A possibilidade de ver atletas acima dos 35 anos disputando a Copa do Mundo de 2026 reacende um debate frequente entre torcedores: afinal, existe uma idade no futebol em que um jogador passa a ser considerado velho para atuar profissionalmente?

Especialistas afirmam que, embora o envelhecimento provoque mudanças no organismo, não há um limite fixo de idade. O que determina a permanência em alto nível é, principalmente, a condição física, o histórico de lesões e a capacidade de recuperação.

O desempenho importa mais do que a idade

A ciência mostra que o auge físico de jogadores de futebol costuma ocorrer entre os 25 e os 27 anos. Ainda assim, avanços na medicina esportiva, na preparação física e na nutrição têm permitido que muitos atletas prolonguem a carreira por mais tempo sem perder competitividade.

Além do condicionamento físico, fatores como experiência, inteligência tática e adaptação dos treinamentos ajudam a compensar parte das mudanças naturais do envelhecimento. Isso explica por que alguns jogadores seguem atuando em alto nível mesmo depois dos 35 anos.

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Segundo o médico do esporte Pablius Braga, do Hospital Nove de Julho, em São Paulo, a longevidade no futebol depende da forma como o atleta adapta a preparação ao longo da carreira.

“A partir de determinada fase, o atleta não precisa treinar menos, mas adequar o treinamento para manter resistência, força e recuperação compatíveis com as exigências da temporada”, afirma.

O envelhecimento traz mudanças, mas elas podem ser amenizadas

Com o passar dos anos, o organismo sofre alterações que impactam diretamente o rendimento esportivo. Entre elas estão a redução da massa muscular, a diminuição das fibras responsáveis pelos movimentos explosivos, recuperação mais lenta após esforços intensos e maior predisposição a dores e lesões.

Essas mudanças não impedem a prática profissional, mas exigem acompanhamento médico, planejamento dos treinos, alimentação equilibrada, sono de qualidade e estratégias de prevenção de lesões para preservar o desempenho.

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Lesões recorrentes costumam ser um sinal mais importante

Embora a idade seja um fator fisiológico inevitável, especialistas destacam que ela raramente é o principal motivo para o fim da carreira. Na prática, o que costuma limitar a permanência em alto nível é o acúmulo de lesões e a perda da capacidade de suportar o ritmo intenso das competições.

Para o ortopedista Marco Aurélio, do Hospital Samaritano Barra, no Rio de Janeiro, não existe uma idade específica para encerrar a carreira de um jogador.

“A longevidade da carreira vai ser reflexo dos cuidados adotados durante toda a trajetória do atleta”, ressalta.

Na avaliação do especialista, atletas que mantêm boa preparação física, alimentação adequada, regularidade no sono e acompanhamento da saúde tendem a prolongar a carreira por mais tempo.

Já lesões musculares frequentes e dores persistentes costumam indicar que o desgaste físico está comprometendo o desempenho competitivo.