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Anvisa suspende suplementos de fábrica parceira da Mais Mu e Dark Lab

Anvisa identificou risco de contaminação cruzada e falta de controle adequado de alergênicos na produção dos suplementos

atualizado

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ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília, Distrito Federal - Brasil. 6 de dezembro de 2020 - Anvisa manda recolher suplementos da Mais Mu após falhas em fábrica - Metrópoles
1 de 1 ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília, Distrito Federal - Brasil. 6 de dezembro de 2020 - Anvisa manda recolher suplementos da Mais Mu após falhas em fábrica - Metrópoles - Foto: Rmcarvalho/Getty Images

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta sexta-feira (27/2), o recolhimento de todos os suplementos fabricados pela empresa Bioghen Suplementos Nutricionais Ltda., responsável por marcas conhecidas no mercado fitness, como Dark Lab, Mais Mu e Muscle Definition.

A decisão suspende imediatamente a comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e o uso dos produtos. A medida foi adotada após uma inspeção sanitária realizada entre os dias 11 e 13 de fevereiro que identificou falhas consideradas graves nas práticas de fabricação.

Falhas na estrutura e risco de contaminação

De acordo com a Anvisa, a estrutura física da fábrica é incompatível com o volume de produção e armazenamento. Isso compromete o fluxo adequado das operações e aumenta o risco de falhas no processo.

Os fiscais também apontaram problemas nos sistemas de ventilação e exaustão, que não garantiriam circulação de ar segura nas áreas de pesagem e mistura — etapas consideradas críticas na produção de suplementos.

Além disso, foi constatada limpeza inadequada nesses mesmos setores, o que pode favorecer a contaminação cruzada entre produtos diferentes.

Problemas no armazenamento e controle de qualidade

A inspeção identificou ainda falhas na organização e na separação de matérias-primas, embalagens e produtos acabados. Segundo a agência, o armazenamento inadequado compromete a rastreabilidade e dificulta o controle de possíveis contaminações.

Segundo a agência, esse tipo de falha dificulta saber a origem de cada lote e para onde ele foi distribuído — o que compromete a rastreabilidade e torna mais difícil agir rápido em casos de contaminação.

Além disso, os fiscais apontaram problemas no sistema de controle de qualidade da empresa. Foram identificadas falhas nos registros de produção e na documentação das etapas do processo, o que prejudica o monitoramento de riscos e dos pontos críticos de controle durante a fabricação.

Falhas no controle de alergênicos

A inspeção também apontou que a empresa não tinha um Programa de Controle de Alergênicos adequado. Esse tipo de protocolo é obrigatório para evitar que ingredientes que causam alergia — como leite, soja ou amendoim — contaminem outros produtos durante a fabricação.

Segundo a fiscalização, além de não haver um controle interno eficiente para esse risco, os rótulos dos suplementos não informavam a possibilidade de contaminação cruzada por alergênicos.

Diante das falhas, a agência lembra que a venda de produtos irregulares deve ser denunciada aos órgãos de vigilância e que o uso pode trazer riscos graves à saúde.

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