Anvisa proíbe canetas emagrecedoras irregulares no país. Veja quais

Anvisa suspendeu a circulação de produtos vendidos como canetas emagrecedoras por não terem registro sanitário nem garantia de segurança

atualizado

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Foto colorida de mulher em cozinha aplicando medicamento na barriga - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de mulher em cozinha aplicando medicamento na barriga - Metrópoles - Foto: Getty Images

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou, nessa quinta feira (20/11), que suspendeu a circulação de diversas canetas emagrecedoras que foram divulgadas na internet, mas não têm qualquer registro sanitário no Brasil.

Segundo o órgão, sem essa avaliação, não há comprovação de qualidade, eficácia ou segurança, o que impede fabricação, venda, importação e divulgação desses produtos.

A decisão envolve itens apresentados como agonistas de GLP 1, usados para fins estéticos e vendidos de forma irregular. Entre eles estão T.G. 5, Lipoless, Lipoless Eticos, Tirzazep Royal Pharmaceuticals e T.G. Indufar.

A Anvisa explicou, em nota, que a proibição foi impulsionada pela ampla oferta desses produtos em redes sociais e plataformas digitais, prática que não é permitida para medicamentos no país.

“As medidas foram motivadas pelo aumento das evidências de propaganda e comercialização irregulares, inclusive na internet, o que é proibido para medicamentos no Brasil. Dessa forma, as medidas foram editadas com o propósito de coibir o desvio de uso desses produtos, a fim de proteger a saúde da população”, informou a agência.

Importação também fica impedida

Os medicamentos citados não têm autorização para serem fabricados ou vendidos no Brasil e, mesmo em importações pessoais, passam a ter o ingresso barrado. A regra vale mesmo quando o paciente tem prescrição médica, já que a proibição específica impede a entrada por qualquer modalidade.

A agência lembrou que produtos aprovados no país são acompanhados pelo detentor do registro, que responde por intercorrências e garante rastreabilidade em caso de efeitos adversos. Sem registro, o monitoramento não é possível, o que aumenta o risco para os usuários.

Outro ponto ressaltado é que medicamentos vendidos com rótulos ou bulas em língua estrangeira dificultam a compreensão do paciente e podem levar a erros na administração.

A Anvisa também alerta que itens clandestinos, falsificados ou adulterados ficam fora da capacidade de controle do Brasil, já que seguem regras e fiscalizações de outros países.

Caneta de injeção de Ozempic - Metrópoles
O Ozempic foi aprovado para o tratamento de diabetes tipo 2 em janeiro de 2019 no Brasil

Com a popularização dos medicamentos para emagrecimento, a agência reforça que apenas produtos registrados e prescritos por profissionais habilitados podem ser usados com segurança.

A Anvisa orienta que consumidores desconfiem de promessas de perda de peso feitas pela internet e que nunca adquiram medicamentos sem receita ou sem registro sanitário.

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