Anvisa apreende Lipoless e outras canetas sem registro no país
Fiscalização da Anvisa também proibiu suplementos, canabidiol e produto suspeito de falsificação vendido on-line
atualizado
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de canetas emagrecedoras sem registro no Brasil após identificar a comercialização desses produtos sem autorização sanitária. A decisão foi publicada nessa segunda-feira (23/2) e inclui a proibição de venda, fabricação, importação, distribuição e uso dos itens.
Entre os produtos atingidos está a linha Lipoless MD 15mg e Lipoless nas concentrações de 15mg, 12,5mg e 10mg, todos os lotes produzidos pelo Laboratório Éticos.
Também entram na lista Retatrutide 40mg, de todas as marcas e lotes; Tirzec 15mg e Tirzec pen 15mg, de todas as marcas e lotes; Lipoland 15mg, todos os lotes produzidos pelo laboratório Landerlan; e T.G nas concentrações de 15mg e 10mg, igualmente fabricados pelo laboratório Landerlan. Segundo a agência, nenhum desses produtos possui registro sanitário no país.
A resolução também determinou a apreensão do medicamento Natu Sec, fabricado por empresa não identificada, e do suplemento Tadala Pro Max, que vinha sendo divulgado como suplemento alimentar sem autorização.
As medidas se aplicam a pessoas físicas, empresas e também a canais que promovam ou anunciem os produtos.
Outros produtos entram na lista
Além das canetas, a Anvisa proibiu a comercialização dos produtos Soft Cann Canabidiol Broad Spectrum e Soft Cann Canabidiol Full Spectrum, todos os lotes e todas as concentrações. A empresa responsável não possui autorização de funcionamento para fabricar esses itens, o que levou à retirada dos produtos do mercado.
Outro caso envolve o suplemento Equaliv Body Protein Cacau, que também teve apreensão determinada após denúncia de falsificação. A fabricante original, Althaia S.A. Indústria Farmacêutica, informou que não reconhece os lotes encontrados à venda em plataformas eletrônicas, indicando que os produtos são possivelmente falsificados.
Segundo a agência, foram identificados problemas na rotulagem e na embalagem, como código de barras fora do padrão, tabela nutricional desalinhada e impressão de baixa qualidade.
A orientação é que consumidores interrompam o uso caso tenham adquirido algum dos itens e procurem os canais oficiais para mais informações.
