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Apuração pelo Brasil

Saúde

Antidepressivos são associados a menos mortes durante tratamento do câncer

Estudo comparou pacientes que usavam antidepressivos ou benzodiazepínicos e acompanhou as mortes registradas por dois anos

07/10/2026 14:40
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Comprimidos brancos redondos visto de cima. Metrópoles

Pacientes com câncer que usavam antidepressivos da classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) tiveram menos mortes registradas nos dois anos após o início da imunoterapia, em comparação com pessoas que usavam benzodiazepínicos. A diferença foi observada em uma análise de prontuários de adultos com depressão ou ansiedade e tumores sólidos.

O estudo, publicado na revista PLOS Medicine em 29 de setembro, foi conduzido por pesquisadores do Hospital Geral Tri-Service e da Universidade Médica de Defesa Nacional, em Taiwan. Os dados foram obtidos da plataforma de registros eletrônicos de saúde TriNetX e incluíram pacientes que começaram a receber imunoterapia entre 2015 e 2025.

Os ISRS são uma classe de antidepressivos que atuam sobre a serotonina, um neurotransmissor. Entre os medicamentos do grupo estão fluoxetina, sertralina e escitalopram.

Na pesquisa, os cientistas avaliaram pessoas que iniciaram o tratamento com inibidores de checkpoint imunológico. Esses medicamentos são usados na imunoterapia para bloquear sinais que impedem o sistema imunológico de atacar as células tumorais.

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Diferença nas mortes

Para fazer a comparação, os pesquisadores identificaram 1.567 pacientes que usavam ISRS e os parearam com outras 1.567 pessoas que utilizavam benzodiazepínicos — medicamentos prescritos para problemas como ansiedade e insônia.

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O pareamento considerou 49 características dos pacientes antes do início do tratamento. Foram incluídos dados demográficos, características dos tumores, outras doenças, medicamentos utilizados e resultados de exames laboratoriais.

A escolha dos benzodiazepínicos como grupo de comparação permitiu avaliar pacientes que também faziam tratamento para questões de saúde mental. Assim, a análise não comparou simplesmente pessoas que usavam antidepressivos com outras que não utilizavam nenhum medicamento psiquiátrico.

Durante os dois anos de acompanhamento, 368 pessoas do grupo que usava ISRS morreram. Entre os pacientes que tomavam benzodiazepínicos, foram registradas 539 mortes. Em termos proporcionais, isso corresponde a 23,5% dos pacientes no grupo dos antidepressivos e 34,4% no grupo dos benzodiazepínicos.

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Por isso, é importante estar atento aos sinais que o corpo dá. Apesar de alguns tumores não apresentarem sintomas, o câncer, muitas vezes, causa mudanças no organismo. Conheça alguns sinais que podem surgir na presença da doença
A perda de peso sem nenhum motivo aparente pode ser um dos principais sintomas de diversos tipos de cânceres, tais como: no estômago, pulmão, pâncreas, etc.
Mudanças persistentes na textura da pele, sem motivo aparente, também pode ser um alerta, especialmente se forem inchaços e caroços no seio, pescoço, virilha, testículos, axila e estômago
A tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se for acompanhada de falta de ar e de sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmão
Outro sinal característico da existência de um câncer é a modificação do aspecto de pintas. Mudanças no tamanho, cor e formato também devem ser investigadas, especialmente se descamarem, sangrarem ou apresentarem líquido retido
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer é um dos principais problemas de saúde pública no mundo e é uma das quatro principais causas de morte antes dos 70 anos em diversos países. Por ser um problema cada vez mais comum, o quanto antes for identificado, maiores serão as chances de recuperação
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Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer é um dos principais problemas de saúde pública no mundo e é uma das quatro principais causas de morte antes dos 70 anos em diversos países. Por ser um problema cada vez mais comum, o quanto antes for identificado, maiores serão as chances de recuperação

boonchai wedmakawand
Por isso, é importante estar atento aos sinais que o corpo dá. Apesar de alguns tumores não apresentarem sintomas, o câncer, muitas vezes, causa mudanças no organismo. Conheça alguns sinais que podem surgir na presença da doença
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A perda de peso sem nenhum motivo aparente pode ser um dos principais sintomas de diversos tipos de cânceres, tais como: no estômago, pulmão, pâncreas, etc.
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Mudanças persistentes na textura da pele, sem motivo aparente, também pode ser um alerta, especialmente se forem inchaços e caroços no seio, pescoço, virilha, testículos, axila e estômago
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A tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se for acompanhada de falta de ar e de sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmão
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A tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se for acompanhada de falta de ar e de sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmão

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A presença de sangue nas fezes ou na urina pode ser sinal de câncer nos rins, bexiga ou intestino. Além disso, dor e dificuldades na hora de urinar também devem ser investigados
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Dores sem motivo aparente e que durem mais de quatro semanas, de forma frequente ou intermitente, podem ser um sinal da existência de câncer. Isso porque alguns tumores podem pressionar ossos, nervos e outros órgãos, causando incômodos
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Azia forte, recorrente, que apresente dor e que, aparentemente, não passa, pode indicar vários tipos de doenças, como câncer de garganta ou estômago. Além disso, a dificuldade e a dor ao engolir também devem ser investigadas, pois podem ser sinal da doença no esôfago
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Possível relação com a imunidade

Os pesquisadores investigam se os ISRS podem ter algum efeito sobre a resposta do sistema imunológico durante o tratamento do câncer.

“Uma forma simples de explicar é que os ISRS podem liberar um segundo freio na imunidade, que fica bem próximo daquele liberado pelos inibidores de checkpoint”, explicou o oncologista Cho-Hao Lee, um dos autores do estudo, em comunicado.

A hipótese é relevante porque a imunoterapia depende da capacidade do sistema imunológico de reconhecer e atacar as células tumorais. Os inibidores de checkpoint ajudam nesse processo ao bloquear sinais que impedem a ação das células de defesa contra o tumor.

Ainda não é possível afirmar, porém, que os antidepressivos tenham causado a redução observada nas mortes. A análise foi feita a partir de registros médicos e encontrou uma diferença entre os grupos de pacientes.

O estudo avaliou adultos com tumores sólidos e excluiu pessoas com cânceres do sangue. Os participantes tinham depressão ou ansiedade e estavam em tratamento com medicamentos para essas condições.