Anel do príncipe Harry ajuda a identificar início da Covid. Entenda

Pesquisadores trabalham para criar um algoritmo que possa indicar a suspeita de infecção a partir de sutis alterações de temperatura

atualizado 23/03/2022 19:41

Scott Barbour/Getty Images

Pesquisadores da Universidade da Califórnia e do MIT Lincoln Lab, ambos nos Estados Unidos, estudam como anéis inteligentes, iguais ao modelo que é usado pelo príncipe Harry, podem ajudar a identificar a Covid-19 mais rápido.

Os cientistas avaliaram dados de 50 pessoas que tiveram a infecção e usavam constantemente o anel Oura, um dispositivo com sensores que registram temperatura, batimentos cardíacos e frequência respiratória.

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Ao acompanhar a saúde dos usuários em detalhes, eles observaram que o início da febre, um sintoma comum da infecção pelo coronavírus, ocorreu antes de quaisquer outros sintomas e também naqueles que nem perceberam sintomas.

Os resultados apoiam a hipótese de que sutis alterações de temperatura podem passar despercebidas em pacientes assintomáticos. “Os wearables podem contribuir para identificar taxas de assintomáticos em oposição a doenças não relatadas, o que é de especial importância na pandemia de Covid-19”, afirmam os pesquisadores.

Uma das autoras do trabalho, a professora UC San Francisco Ashley Mason defende que as informações dos dispositivos sirvam para que os usuários iniciem a quarentena mais rápido e, desta forma, colaborem para reduzir a propagação do Sars-CoV-2.

O estudo faz parte do projeto TeamPredict, no qual mais de 65 mil pessoas usando o Oura são acompanhadas. O objetivo é desenvolver um algoritmo que consiga prever o início dos sintomas da Covid-19 até o final do ano.

“Com dispositivos que podem medir a temperatura, podemos começar a imaginar um sistema público de alerta precoce da Covid”, disse o cientista Benjamin Smarr, coautor do estudo, ao jornal Daily Mail.

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