“Amor de verão” ganha explicação científica. Entenda mais sobre o assunto

Pesquisadoras de Israel descobriram que a exposição aos raios UVB tem efeito direto nas mudanças hormonais, fisiológicas e comportamentais

atualizado

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Casal na praia
1 de 1 Casal na praia - Foto: Pexels

Homens e mulheres se tornam mais suscetíveis à “paixão romântica” quando estão expostos à luz solar, segundo um estudo publicado esta semana, na revista científica Cell Reports. A descoberta foi feita por pesquisadoras da Universidade de Tel Aviv, em Israel.

As estudantes de doutorado Roma Parikh e Ashchar Sorek foram orientadas pela professora Carmitt Levy, do Departamento de Genética Molecular Humanar e Bioquímica da Faculdade de Medicina Sackler, em uma pesquisa sobre os efeitos da radiação ultravioleta da luz solar (UVB) no comportamento humano.

Testes feitos em laboratório, animais e humanos mostraram que a iluminação natural impacta na regulação do sistema endócrino responsável pela liberação dos hormônios sexuais.

Na etapa do estudo com humanos, 32 voluntários preencheram questionários validados sobre comportamentos de paixão romântica e agressão enquanto eram submetidos à fototerapia com a exposição à UVB. Ambos os sexos apresentaram aumento no relato de sentimentos relacionados à paixão romântica. Os homens também descreveram um aumento nos níveis de agressividade.

“Já se sabe há muitos anos que a radiação ultravioleta da luz solar aumenta os níveis de testosterona nos homens, e também sabemos que a luz solar desempenha um papel importante na regulação comportamental e hormonal da sexualidade. No entanto, o mecanismo responsável permaneceu desconhecido. Nosso estudo permitiu um melhor entendimento deste mecanismo”, escreveu Levy no artigo.
Maior atração

Na primeira etapa do estudo, animais foram expostos à radiação UVB com raios solares em comprimentos de onda de 320 a 400 nanômetros. Nessas condições, os níveis de hormônios das fêmeas aumentaram significativamente, com efeitos nos ovários, causando o prolongamento do período de cio. A atração nos machos também aumentou, com ambos dispostos a ter relações sexuais.

Na segunda fase, as pesquisadoras repetiram o experimento retirando a proteína p53 da pele dos animais. Ela é responsável por identificar danos no DNA e ativar a pigmentação durante a exposição solar, como proteção contra os efeitos adversos.

A estratégia eliminou o efeito da exposição solar no comportamento sexual dos animais, indicando que a exposição à radiação através da pele tem efeito direto nas mudanças hormonais, fisiológicas e comportamentais e que o sistema de proteção também é responsável pela regulação da sexualidade.

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