Alopecia: entenda quando a queda de cabelos em mulheres é preocupante

Clarões no couro cabeludo, coceira ou descamação são sinais de que é necessário marcar uma consulta com o dermatologista

atualizado 22/05/2019 19:32

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A queda capilar em mulheres, também conhecida como alopecia, é recorrente, mas nem sempre chega a ser um problema de saúde. Quando há queda excessiva, no entanto, a recomendação é marcar uma consulta com profissionais da área de dermatologia para afastar a possibilidade de doenças e receber a indicação do tratamento adequado.

Mulheres de cabelos mais compridos ou mais volumosos têm tendência a notar prematuramente a queda de cabelos. Os sinais de alerta, no entanto, podem ser verificados por todas. Em caso de abertura de clarões no couro cabeludo, coceira ou descamação, a situação deve ser avaliada por um especialista.

Algumas doenças autoimunes, de tipo lúpus ou crônicas, como a diabetes e o hipotireoidismo, apresentam como sintomas a queda de cabelo. Anemia e câncer também podem provocar a alopecia. Outras hipóteses são mudanças hormonais bruscas, problemas emocionais e, até mesmo, dietas rigorosas. Antes de qualquer recomendação, o médico costuma pedir exames. “A hipótese de doenças precisa ser descartada antes de chegarmos a uma causa emocional, por exemplo”, afirma Gilvan Ferreira Alves, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

A queda de cabelo não está necessariamente ligada a uma faixa etária, mas o médico alerta que naturalmente, ao envelhecer, a mulher tende a ter menos cabelo.

O tratamento clínico varia de acordo com cada caso, mas pode incluir cremes, medicamentos, entre outros procedimentos localizados, como a utilização de laser fracionado não ablativo e a mesoterapia, que promove o crescimento de novos fios. Segundo a médica Lucyanna Baracat, que tem uma clínica que leva seu nome, sempre é preciso verificar se há deficiência de alguma vitamina para a possibilidade de reposição via oral. “Indico conciliar o tratamento feito na clínica com produtos para serem usados em casa e com complexos vitamínicos via oral”, afirma.

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