
Zema sobre Alcolumbre e CPI do Master: "Se não fizer por bem, vai por mal".
Romeu Zema (Novo) voltou a pressionar Davi Alcolumbre (União-AP) pela abertura de investigação do Caso Master no Senado

O candidato à presidência da República Romeu Zema (Novo) voltou a pressionar publicamente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pela instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master na Casa. Zema acusou Alcolumbre de estar travando a abertura da CPI por estar “envolvido até o pescoço” com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso durante a Operação Compliance Zero.
“Precisamos de um novo presidente no Senado. Precisamos colocar para fora esse presidente do Senado que está envolvido até o pescoço com um banqueiro bandido, o Vorcaro, e que não deixa nada ser investigado, apurado, avançar. Temos uma eleição, se ele não fizer por bem, vai ter que fazer por mal”, disse o presidenciável durante agenda em Jaguariúna, interior de São Paulo, nesta quinta-feira (24/9).
A abertura de uma CPI no Senado depende de ao menos 27 assinaturas. Na Câmara dos Deputados, são necessários 171 signatários. Já uma CMPI, comissão mista formada por parlamentares de ambas as Casas Legislativas, requer a assinatura de 27 senadores e 171 deputados, simultaneamente.
O Congresso Nacional acumula ao menos sete pedidos de abertura de investigação, um deles requerido pelo próprio Partido Novo. Segundo Zema, o requerimento da sigla já atingiu a quantidade de signatários necessários para a abertura da CPI no Senado, com 53 nomes.

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Ver todasEm março, o senador Eduardo Girão (Novo-CE), candidato à vice-presidência na chapa de Romeu Zema, protocolou uma ação no Conselho de Ética do Senado contra Alcolumbre. Segundo ele, pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Alexandre de Moraes, e de criação de CPIs e CPMIs, como a do Banco Master, seguiam sem análise, mesmo com o número necessário de assinaturas para instalação.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPZema disse que, se dependesse do Novo, o presidente do Senado já estaria “fora há muito tempo”. “Nós entramos no Conselho de Ética contra ele, pedindo o seu imediato afastamento por abuso de autoridade e também por omissão institucional, porque ele não abre a CPI do Master”.
Alcolumbre teria recebido R$ 155 milhões de Vorcaro, diz revista
A proposta de delação premiada apresentada pela defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, inclui informações de repasses feitos ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Segundo reportagem publicada pela revista Veja em 11 de junho, Vorcaro teria repassado US$ 30 milhões ao senador (R$ 155 milhões na cotação atual).
O montante teria sido depositado em conta secreta no exterior e, posteriormente, transferido a Alcolumbre como contrapartida pelo apoio do parlamentar a uma demanda de interesse do Banco Master. A operação, ainda segundo a proposta de delação, teria sido intermediada por Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro.
Alcolumbre diz que as informações “são absolutamente falsas, não procedem” e que serão “enfrentadas com a máxima firmeza”.
“O senador Davi Alcolumbre jamais recebeu valores, no Brasil ou no exterior. Diante da gravidade das acusações e dos danos causados à sua honra e à sua trajetória pública, serão adotadas todas as medidas judiciais cabíveis, nas esferas cível e criminal, para que os responsáveis pelas acusações respondam por suas afirmações e apresentem as provas que dizem possuir”, afirmava nota divulgada pelo senador à época.











