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Zap do PCC: olheiros alertavam sobre ações policiais em bairro de SP

A Polícia Civil deflagrou a Operação Grajaú On-line para desmantelar esquema que alertava criminosos do PCC; 18 pessoas foram presas

atualizado

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Divulgação/SSP
Zap do PCC: bando emitia alerta contra ações policiais no Grajaú
1 de 1 Zap do PCC: bando emitia alerta contra ações policiais no Grajaú - Foto: Divulgação/SSP

São Paulo – A Polícia Civil de São Paulo prendeu 18 pessoas nesta segunda-feira (29/5),  suspeitas de monitorar policiais em tempo real e avisar integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) para evitar abordagens.

O esquema funcionava a partir de um grupo no WhatsApp, por meio do qual o bando usava mensagens temporárias para emitir alertas sobre operações policiais realizadas no Grajaú, na zona sul da capital paulista.

Ao todo, o grupo de WhatsApp tinha 366 pessoas – entre elas, membros do PCC, donos de “biqueiras”, como são chamados os pontos de venda de drogas, e foragidos da Justiça.

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A operação, batizada de Grajaú On-Line, mirou o cumprimento de 31 mandados de prisão temporária e 40 de busca e apreensão. Os líderes do esquema eram o dono e outros dez administradores do grupo, incluindo duas mulheres. Os alvos já teriam passagem por tráfico de drogas e crimes contra o patrimônio.

Investigação

A investigação durou cerca de três meses e foi realizada pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Com 1.453 páginas, o relatório policial apontou a existência de “organização criminosa instalada na região”.

“Após descobrir o grupo, nós conseguimos nos infiltrar nele e passamos a ouvir tudo o que estava acontecendo. Eram transmitidos áudios e vídeos de toda movimentação policial na região do Grajaú. Aquilo era muito sério, pois também colocava a vida dos policiais em risco. Eles trabalhavam durante 24 horas, sete dias por semana”, afirma a delegada Ivalda Aleixo, diretora do DHPP.

Participaram da operação 192 policiais do DHPP, com o apoio de outras unidades e de equipe de drones. Além das prisões, também foram apreendidos 26 celulares, 3 notebooks e 4 máquinas de cartões de créditos.

“Outras pessoas já foram identificadas e, agora, a polícia trabalha para localizá-las e detê-las”, afirma a Secretaria da Segurança Pública (SSP).

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