Vigilante é encontrado morto em obras do Aeroporto de Congonhas
Vigilante morto tinha ferimentos causados por disparos de arma de fogo. Local do crime foi nas obras de expansão do Aeroporto de Congonhas
atualizado
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Um vigilante de 27 anos foi encontrado morto com ferimentos causados por disparos de arma de fogo nesta segunda-feira (20/4), no canteiro das obras de ampliação e expansão do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. O caso é investigado pela Polícia Civil.
O haitiano Sylvio Volcy foi encontrado com perfurações no tórax, próximo a um banheiro químico do canteiro das obras, localizadas no portão 4.
A vítima chegou a ser socorrida por médicos da concessionária aeroportuária. No entanto, ele morreu ao dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no Jabaquara, região próxima ao aeroporto.
A Polícia Militar isolou a área do crime. Peritos verificaram um extenso trajeto com sangue, da portaria da guarita até após o banheiro químico, onde a vítima foi encontrada caída.
Um cordão com a chave e o cadeado do portão de entrada estavam no local. Os pertences do haitiano não foram subtraídos, conforme revelou a polícia. Nenhuma munição ou estojo de projétil deflagrado foi localizada.
A Polícia Civil investiga o caso. Em nota, a Aena, concessionária responsável pelo Aeroporto de Congonhas, reforçou que o local do crime é afastado do terminal de passageiros. “A Aena presta as mais sinceras condolências à família e está à disposição das autoridades para auxiliar nas investigações do caso, que serão conduzidas pelas autoridades policiais”, destacou o texto.
Quem era Sylvio
Sylvio era considerado criterioso com o trabalho, conforme revelaram testemunhas do caso. Contratado há três meses para integrar o período noturno, das 18 às 6 horas do dia seguinte, o vigilante morava sozinho em uma pensão, localizada no centro da capital paulista.
Em depoimento à Polícia Civil, uma das testemunhas mencionou ter observado que a vítima apresentava um comportamento diferente do habitual, como se estivesse nervoso.
Apesar de a vítima apresentar marcas de disparo de arma de fogo, uma das testemunhas contou não ter ouvido barulho semelhante durante a madrugada.
