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São Paulo

Veterinária leva tiro no rosto em tentativa de assalto em Heliópolis

Mesmo baleada, ela seguiu de Heliópolis até o trabalho, em São Caetano, onde chamou a polícia; suspeitos não levaram nada e estão foragidos

16/07/2024 19:03, atualizado 16/07/2024 19:12
Reprodução Redes Sociais
Mulher com jaleco de veterinária segura um jabuti

São Paulo A médica veterinária Larissa Hotz Silvestre, de 23 anos, foi baleada no rosto na manhã desta terça-feira (16/7) na região da favela de Heliópolis, na zona sul de São Paulo. Ela seguia para o trabalho em um hospital de São Caetano do Sul, no ABC paulista, quando foi abordada por dois homens na altura da praça Barão de Belém por volta das 7h.

Os criminosos estavam a pé quando interceptaram o carro em que ela estava, um Mitsubishi Outlander, e anunciaram o roubo. Assustada, a vítima acelerou o veículo. Nesse momento, houve um disparo. O tiro atingiu o para-brisa do carro. Larissa ainda dirigiu até o seu local de trabalho. Uma equipe do Corpo de Bombeiros encaminhou a mulher até a Unidade de Pronto Atendimento de São Caetano. A bala ficou alojada no queixo da veterinária e ela permanece internada.

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Segundo informações do Diário do Grande ABC, a vítima relatou que seguia pela avenida Almirante Delamare, que começa em Heliópolis e segue até a divisa com São Caetano.

Nada foi roubado e os suspeitos estão foragidos. O caso será investigado pelo 95° DP (Heliópolis), área do fato. Segundo o boletim de ocorrência, registrado pelo 1° DP de São Caetano, foram requisitados exames de IML para a vítima e perícia do Instituto de Criminalística para o veículo, que permaneceu estacionado no local de trabalho da mulher.

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Reportagem da Folha de S.Paulo publicada no começo de julho mostrou que os casos de roubo e furto tiveram explosão na área do 95° DP, encravado na maior favela da capital. Em cinco meses, foram registradas 793 ocorrências de roubo naquele perímetro, uma alta de 60% na comparação com os 493 casos de 2023. Excluindo possíveis subnotificações, a quantidade anotada neste ano é a maior desde 2017, quando 924 boletins de ocorrência foram registrados.