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São Paulo

SP: vereador quer apoio psicossocial no SUS para pais de bebês reborn

Vereador do Guarujá quer que rede pública de saúde forneça atendimento psicossocial a pessoas com vínculos afetivos com bebês reborn

22/05/2025 08:39, atualizado 22/05/2025 12:45
Getty Images
Foto de mulher segurando bebê reborn no colo - Metrópoles

O vereador do Guarujá Santiago dos Santos Angelo (Progressistas) quer que o Sistema Único de Saúde (SUS) forneça acolhimento psicossocial para pessoas que desenvolvem vínculos afetivos significativos com bebês reborn  – bonecos hiper-realistas feitos artesanalmente que viraram febre nas redes sociais nas últimas semanas.

Ele protocolou um projeto de lei na Câmara Municipal da cidade do litoral paulista nessa terça-feira (20/5) no qual argumenta que “há uma parcela da população que se vincula emocionalmente a esses bebês de maneira profunda, utilizando-os como mecanismos de enfrentamento ao luto perinatal, infertilidade, depressão, ansiedade, solidão, transtornos emocionais ou traumas vivenciados”.

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Santiago considera que “ignorar essa experiência seria desconsiderar a pluralidade das formas humanas de lidar com a dor e com os desafios da vida psíquica”. Por essa razão, ele defende que os profissionais de saúde da cidade sejam capacitados para lidar com esse tipo de demanda.

O projeto de lei também prevê a realização de campanha de conscientização e combate ao preconceito em relação a pessoas que estabelecem vínculos afetivos com bebês reborn e o acompanhamento profissional contínuo a essas pessoas.

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Na capital paulista, o tema do bebê reborn também virou motivo para um projeto de lei da vereadora Sonaira Fernandes (PL), que protocolou, na sexta-feira passada (16/5), um projeto de lei para proibir qualquer tipo de atendimento médico-hospitalar de bonecas desse tipo em unidades públicas ou privadas de saúde no município.

Durante a sessão plenária de apresentação da proposta, Sonaira disse: “As pessoas estão até simulando o parto dessas bonecas. Estão chegando a um nível de loucura que estão levando esses ‘bebês’ para acompanhamento de pediatra”.