Vendaval em Ribeirão Preto suspende aulas e fecha unidades de saúde
Três dias após temporal com ventos de até 160 km/h, Ribeirão Preto amanhece 14 escolas e quatro unidades de saúde suspensas

A cidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, segue se recuperando da tempestade com ventos que atingiram até 160 km/h na última sexta-feira (24/7). Três dias depois do vendaval, que matou um homem de 75 anos, o município amanheceu nesta segunda-feira (27/7) com 14 escolas fechadas e quatro unidades de saúde com atividades suspensas, além de 1.806 pessoas desalojadas e 12 desabrigadas.
Segundo a CPFL, concessionária de energia elétrica que atende a região, cerca de 1.300 imóveis continuam sem energia. O temporal afetou 34 torres de transmissão e mais de 250 postes de luz —foram registrados 319 raios em apenas 24 horas.
Um gabinete de crise, coordenado de forma integrada entre a Prefeitura, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil do Estado, Defesa Civil Municipal e demais órgãos envolvidos, permanece mobilizado para restabelecer os serviços essenciais, garantir o abastecimento de água, prestar assistência à população e recuperar a infraestrutura da cidade.
Segundo a Defesa Civil, foram distribuídos 11.384 itens de ajuda humanitária, entre cestas básicas, colchões, cobertores, kits de limpeza e higiene, água potável, roupas, calçados e lonas. Também foram encaminhadas 6 mil telhas para auxiliar moradores que tiveram as casas danificadas pelo temporal.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP
Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP
Frequência de envio: Diário
Ver todasNesse domingo (26/7), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) esteve na cidade. Tarcísio destacou os prejuízos causados ao agronegócio e às escolas e detalhou o apoio que o Palácio dos Bandeirantes pretende oferecer aos municípios atingidos.
“Observe que, nesse caso, a gente tinha previsto a chuva, a gente fez um alerta na madrugada da sexta-feira, mas a gente ainda tem uma grande dificuldade, que é prever os ventos”, falou. “Quando a gente faz a estimativa, e a gente tinha feito a estimativa, a previsão era que nós tivéssemos ventos de 50 km/h, 60 km/h, não de 120, 150, 160 km/h. E essa é uma dificuldade dos modelos”, disse o governador.
O que provocou o temporal
- A passagem de uma frente fria pelo Sudeste favoreceu a formação do temporal que atingiu Ribeirão Preto e outras cidades do interior paulista.
- Antes da chegada da frente fria, a atmosfera no interior de São Paulo estava muito quente, criando um cenário favorável para a instabilidade.
- O encontro entre o ar quente e a massa de ar frio provocou um choque térmico, que intensificou a formação de nuvens de grande desenvolvimento vertical.
- Segundo a meteorologista Maria Clara Sassaki, da Tempo OK, essas nuvens podem ter gerado rajadas de vento características de uma microexplosão, fenômeno marcado por ventos muito fortes e concentrados em uma área específica.

















