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São Paulo

Veja quem são alvos da operação que mira esquema financeiro do PCC

Operação investiga empresários, advogados e integrantes do PCC suspeitos de atuar na movimentação e no esquema de lavagem de dinheiro

21/07/2026 18:27, atualizado 21/07/2026 19:11
Arte Metrópoles
Veja quem são alvos da operação que mira esquema financeiro do PCC

A Operação Janus, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Civil nesta terça-feira (21/7), mira um grupo suspeito de movimentar milhões de reais para o Primeiro Comando da Capital (PCC) por meio de um esquema de lavagem de dinheiro e operadores financeiros ligados à facção. Entre os alvos, estão empresários, advogados, doleiros e integrantes apontados como membros da organização criminosa.

Um dos principais investigados é o empresário Cléber Azevedo dos Santos, apontado pelas investigações como um dos operadores financeiros do esquema. Segundo o MPSP, ele mantinha uma relação próxima com integrantes do alto comando da Polícia Militar (PM) e aparece em conversas interceptadas tratando da influência sobre policiais.

Outro alvo é o empresário Robson Martins de Souza, que, de acordo com a investigação, também fazia parte do núcleo central do esquema financeiro e mantinha proximidade com integrantes da cúpula da PM.

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Veja lista completa dos alvos

Ao todo, as autoridades cumprem 18 mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores. Veja quem são os alvos:

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Presos

  • Cléber Azevedo dos Santos
  • Robson Martins de Souza
  • Antonio Carlos Ubaldo Júnior
  • Paulo Rogério Silva, o “Paulo Barão”
  • Odair Alves da Silveira Filho
  • Marlon Antonio Fontana
  • Bruno Ramos Fernandes
  • Meire Bomfim da Silva Poza
  • Leonardo Monteiro Moja, o “Léo do Moinho” (já estava preso)
  • André de Souza Haddad, o “Minhoca”
  • Alexandre Viriato da Silva, o “Gordão” ou “Gordinho”
  • Alexandre Salles Brito, o “Buiu” (já estava preso)
  • Marcelo de Morais Oliveira

Foragidos

  • Leonardo Meirelles
  • Danillo Vinicius da Silva Rosario
  • Antonio Carlos Sampaio, o “Kaká”, “Dakar” ou “Compadre”
  • Raphael Flores Rodriguez, o “Batata”
  • Amjad Ahmad, o “Amim”

Entre os presos está ainda o advogado Antonio Carlos Ubaldo Júnior, suspeito de intermediar o pagamento de propinas a policiais civis para evitar investigações contra alvos do Deic e do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC). Ele também foi assessor parlamentar na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Outro nome conhecido é o doleiro Leonardo Meirelles, que teve a prisão decretada, mas continua foragido. Ele foi investigado na Lava Jato.

Entre os integrantes apontados como ligados ao PCC está Leonardo Monteiro Moja, conhecido como “Léo do Moinho”. Preso desde 2024, ele é apontado pelas autoridades como um dos líderes da facção e responsável pelo abastecimento do tráfico de drogas na Cracolândia.

Outro alvo é Alexandre Salles Brito, o “Buiu”, preso também desde 2024. Segundo as investigações, ele integra a alta cúpula do PCC e já havia sido apontado como responsável por um esquema de lavagem de dinheiro por meio de empresas de ônibus na capital paulista. Outro investigado é Marcelo de Morais Oliveira, suspeito de integrar o PCC e de participar de julgamentos promovidos pelo chamado “tribunal do crime”, segundo a investigação.

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Operação Janus

A operação Janus investiga a atuação de operadores financeiros em benefício da facção. Os alvos são suspeitos de movimentar recursos financeiros, realizar operações de conversão de dinheiro em espécie em transferências bancárias e atuar na ocultação, circulação e disponibilização de valores atribuídos ao PCC.

Segundo as autoridades, os investigados teriam realizado operações envolvendo entrega de numerário em espécie, transferências bancárias, utilização de empresas e contas de terceiros e movimentação de recursos em benefício de integrantes e colaboradores da facção.