Triplamente qualificado: jovem que atropelou namorado e amiga vira ré

A jovem Geovanna Proque da Silva, de 21 anos, que atropelou e matou namorado durante crise de ciúmes, vai permanecer presa preventivamente

atualizado

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Mulher que atropelou e matou namorado e amiga dele Geovanna Proque - Metrópoles
1 de 1 Mulher que atropelou e matou namorado e amiga dele Geovanna Proque - Metrópoles - Foto: Redes sociais/Reprodução

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público contra a jovem Geovanna Proque da Silva, que se tornou ré por atropelar e matar o próprio namorado e uma amiga dele, no Campo Limpo, zona sul da capital, em 29 de dezembro. A mulher, de 21 anos, vai responder por duplo homicídio triplamente qualificado.

Na decisão, a juíza Isadora Botti Beraldo Moro, da 5ª Vara do Júri da capital, determinou que ela continue presa. Geovanna foi detida em flagrante logo após o ocorrido e, na audiência de custódia, teve a prisão convertida em preventiva.

Ao oferecer denúncia contra Geovanna, em 8 de janeiro, a promotora Daniela Romanelli da Silva disse que Geovanna agiu por “ciúme doentio” e que as vítimas foram “brutalmente atropeladas” e “não puderam supor que seriam perseguidas”.

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Câmeras de segurança registraram o momento do crime
Geovanna Proque da Silva, de 21 anos, presa após matar o namorado e uma amiga dele
Raphael Canuto Costa e Joyce Correa da Silva, perseguidos e mortos pela namorada dele na zona sul de São Paulo
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Raphael Canuto Costa e Joyce Correa da Silva, perseguidos e mortos pela namorada dele na zona sul de São Paulo

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Câmeras de segurança registraram o momento do crime
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Câmeras de segurança registraram o momento do crime

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Geovanna Proque da Silva, de 21 anos, presa após matar o namorado e uma amiga dele
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Geovanna Proque da Silva, de 21 anos, presa após matar o namorado e uma amiga dele

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“O crime foi praticado por motivo torpe, eis que em razão de ciúme doentio da acusada em relação ao seu namorado, a vítima Raphael. O crime foi cometido mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas, já que elas foram colhidas de surpresa, não puderam supor que seriam perseguidas e brutalmente atropeladas, quando resolveram dar uma volta de motocicleta. O meio utilizado foi cruel, ante a violência do abalroamento e a dilaceração dos corpos”, afirmou Romanelli.

A promotora ainda pediu que a condenação imponha que Geovanna pague R$ 100 mil por vítima “para início de reparação dos danos causados pela infração”.

Ameaças

Momentos antes de atropelar o namorado Raphael Canuto Costa, Geovanna enviou uma mensagem ameaçadora de WhatsApp: “Ou você resolve ou eu resolvo”. Na ocasião, o rapaz recebia amigos em casa para um churrasco. A presença de mulheres no local provocou o ciúmes da jovem.

Geovanna chegou a ir até o local, acompanhada da madrasta, e discutiu com o namorado. Raphael teria segurado Geovanna no corredor para impedir que ela entrasse na casa e brigasse com as mulheres presentes. Diante da insistência da namorada, ele saiu com a moto para dar uma volta, momento em que encontrou a amiga Joyce Correa da Silva em uma adega próxima e a chamou para dar uma volta.

A jovem de 21 anos e a madrasta entraram juntas no carro e foram atrás do rapaz, em alta velocidade. Quando Geovanna avistou o namorado na moto, com outra mulher na garupa, ela provocou a colisão, causando a morte de Raphael e Joyce e deixando um homem ferido.

Vídeo mostra colisão

Uma câmera de segurança capturou o momento em que Geovanna atinge, em alta velocidade, a motocicleta guiada por Raphael. Veja o vídeo:

“Ideação suicida”

Geovanna Proque apresentou à polícia laudos médicos para tentar comprovar que sofre de depressão e passa por acompanhamento psiquiátrico. Os documentos indicam que a jovem chegou a solicitar auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

No relatório da perícia realizada por Geovanna para tentar conseguir o benefício do governo, em 7 de novembro, o médico do trabalho Vinício Caio Baptista Rossi disse que a jovem apresentava “ideação suicida” e tomava medicamentos controlados.

“Paciente com histórico de depressão desde os 15 anos, iniciou crise em julho de 2025, com difícil controle e ideação suicida. Está em acompanhamento com psiquiatra e psicólogo”, escreveu. No documento, ele ainda indicou atestado de dois meses, de 23 de outubro a 21 de dezembro.

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