TRE-SP condena candidata que usou verba de campanha na festa do filho

Com a verba da campanha, a candidata à vereadora em SP, Ale Marques, comprou perfumes, calçados e decorou festa do filho. Ela fez 108 votos

atualizado

metropoles.com

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ALE MARQUES PODEMOS
1 de 1 ALE MARQUES PODEMOS - Foto: Reprodução/TSE

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) desaprovou as contas da candidata Ale Marques (Podemos), que tentou se candidatar à Câmara de Vereadores de São Paulo em 2024.

Segundo denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE), Ale usou a verba do Fundo Especial de Financiamento de Campanha para fazer uma festa para o filho, comprar calçados, perfumes e cosméticos.

Na prestação de contas, Ale disse que usou R$ 1.156 para “serviços de militância e mobilização de rua”. No entanto, a mulher que recebeu o pagamento afirmou, em depoimento ao Ministério Público, que foi contratada para decorar a festa do filho.

A candidata tentou fazer com que a prestadora do serviço assinasse um contrato de cabo eleitoral, mas a decoradora se negou.

Outra conta, de R$ 770 foi gasta numa loja de cosméticos e perfumes e justificada à Justiça Eleitoral como artigos de papelaria. A candidata ainda disse que usou R$ 458,99 em camisetas da equipe de campanha em uma loja de tênis. Mas, a nota mostra que o gasto foi em tênis e chuteira.

Ale Marques fez apenas 108 votos nas eleições de 2024. Nas últimas eleições municipais, o  vereador eleito menos votado fez mais de 22 mil votos.

Candidata contratou tia “por preço excessivo”

A decisão que desaprovou as contas de Ale também mostra que a candidata à vereadora usou R$ 19,6 mil para contratar a sua tia, Ivanir Marques. A contratação de parentes não é vedada pela legislação eleitoral. No entanto, a despesa foi considerada excessiva e corresponde a 19% do total da despesa de campanha da candidata.

Outras duas pessoas contratadas por Ale Marques receberam, cada um, cerca de 30% do custo da campanha. Luciana da Silva recebeu R$ 30 mil e um escritório de advocacia foi contratado por R$ 29,5 mil.

A Justiça eleitoral disse ainda que Ale Marques não comprovou R$ 10,4 mil do fundo de campanha.

Em nota enviada ao Metrópoles, o Podemos diz que “respeita a decisão da Justiça Eleitoral e esclarece que a responsabilidade pela aplicação e prestação de contas dos recursos de campanha é individual da candidata”.

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