PM resgata vítimas de trabalho análogo à escravidão em galpão de SP
Família de jovem menor de idade vinda da Bolívia denunciou o trabalho análogo à escravidão. Dez vítimas foram resgatadas no galpão
atualizado
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Dez vítimas de trabalho análogo à escravidão foram resgatadas de um galpão localizado no bairro Jaraguá, na zona norte de São Paulo, na manhã desta sexta-feira (10/10), após a família de uma menor de idade, vinda da Bolívia, ter denunciado o caso.
A jovem teria vindo ao Brasil com a promessa de emprego e melhores condições de vida, mas, ao chegar, foi submetida à situação precária e mantida sob restrição de liberdade, configurando condições análogas à escravidão.
O galpão foi localizado por policiais militares, que libertaram todas as vítimas. A menor de idade e o responsável pelo local foram conduzidos à sede da Polícia Federal na Lapa, zona oeste da capital, onde as medidas legais cabíveis serão adotadas.
De acordo com as autoridades, a jovem menor de idade contou que recebeu, ainda na fronteira do país, uma bebida e, em seguida, perdeu a consciência, só acordando quando já estava na região do galpão.
No portão do galpão (imagem de destaque) há uma inscrição referente à Gaviões da Fiel. Procurada pelo Metrópoles, a torcida organizada do Corinthians negou que tenha relação com o endereço. “Não é um local de concentração de corintianos. Não tem ligação alguma com a Gaviões”, disse.
O caso está sendo registrado no 72º Distrito Policial. O Metrópoles entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública para mais informações, mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem. O espaço segue aberto.
Trabalho análogo à escravidão em restaurante japonês
Ainda este mês, no dia 7 de outubro, o Ministério Público do Trabalho (MPT) resgatou 17 trabalhadores em condições análogas à escravidão em um restaurante japonês também na zona norte de São Paulo. A ação foi realizada em conjunto com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e a Polícia Civil. O nome do estabelecimento e a nacionalidade das vítimas não foram informados.
Segundo o MPT, algumas vítimas não tinham registro formal de emprego e ficavam alojadas em uma casa mantida pelo empregador, em condições precárias.
Os agentes encontraram camas instaladas na cozinha, sanitários sem higiene, paredes tomadas por mofo e umidade, além de fiação elétrica exposta, o que configura “um ambiente insalubre que fere a dignidade e compromete a saúde”, afirmou o órgão ministerial.












