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São Paulo

Tenente irmão de Eloá tem melhora, mas segue internado em estado grave

Investigação aponta que ataque ao tenente Pimentel, irmão de Eloá Pimentel, não foi aleatório e teria sido planejado com antecedência

29/06/2026 20:15
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Polícia Militar/Reprodução
Tenente da Rota baleado - Metrópoles

O tenente Ronickson Pimentel dos Santos, irmão de Eloá Pimentel, apresentou melhora no quadro clínico após exames realizados nesta segunda-feira (29/6). Segundo atualização divulgada pela Polícia Militar de São Paulo (PMSP), a tomografia indicou redução do edema cerebral. Apesar da evolução, o estado de saúde do policial ainda é considerado grave.

Ronickson permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neurológica, sedado, sob ventilação mecânica e em acompanhamento contínuo da equipe médica. A corporação informou que ele segue recebendo cuidados intensivos e que a recuperação continua sendo monitorada.

O tenente Ronickson Pimentel dos Santos, das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), foi baleado na cabeça na tarde desse sábado (27/6), enquanto estava parado em um semáforo na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, na região metropolitana de São Paulo. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que dois homens em uma motocicleta se aproximam e efetuam diversos disparos contra o policial antes de fugir.

Veja o momento do ataque: 

Crime foi premeditado, diz polícia

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o atentado contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos foi premeditado. Segundo o major Marcos Verardino, que acompanha a investigação, os policiais ainda cruzam informações para identificar a motivação do crime, mas há indícios de que a ação tenha sido planejada.

 “A gente ainda está cruzando as informações para verificar a motivação, mas com certeza premeditado”, afirmou neste domingo (28/6), durante entrevista concedida no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), em São Paulo.

De acordo com o major, as investigações começaram logo após o ataque e reuniram imagens de câmeras de monitoramento e informações de inteligência. O trabalho permitiu identificar pessoas que teriam dado suporte aos autores dos disparos. “Logo após o fato, a gente iniciou as nossas diligências, cruzamos informações de inteligência com imagens de monitoramento. Chegamos a dois indivíduos que deram apoio logístico para os indivíduos que tentaram matar o tenente Pimentel”, explicou.

Até o momento, dois suspeitos foram presos por envolvimento no caso. Segundo a Polícia Militar, um deles confessou ter prestado apoio logístico aos executores, outro também é investigado por participar do suporte à ação criminosa.

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Caso Eloá Pimentel

  • Em 13 de outubro de 2008, Lindemberg, então com 22 anos, invadiu a casa de sua ex-namorada Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos.
  • Ele manteve Eloá e sua amiga Nayara em cárcere privado por mais de 100 horas.
  • Quando a polícia invadiu o apartamento, Lindemberg atirou contra as reféns. Nayara foi ferida no rosto e Eloá ficou inconsciente, sendo levada ao hospital. A menina morreu horas depois, vítima dos dois tiros.
  • Lindemberg foi condenado a 98 anos e 10 meses de prisão. Em 2013, a pena foi reduzida a 39 anos e três meses.
  • Lindemberg está preso em Tremembé, no interior de São Paulo.

O tenente Pimentel, como era conhecido na corporação, tinha 21 anos quando a irmã foi assassinada em um dos casos mais chocantes do país. Em 2025, a Netflix lançou o documentário Caso Eloá: Refém ao Vivo, que revisita um dos crimes de cárcere privado mais chocantes do país. Em paralelo, pessoas próximas a Eloá Pimentel fizeram revelações sobre o crime.