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Tarcísio rebate Haddad: “Cabe a ele falar menos e trabalhar mais”

Governador de SP, Tarcísio de Freitas, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, discutiram após anúncio de novas taxas do governo americano

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Pablo Jacob/Governo do Estado de SP
Tarcísio acompanha chegada do Primeiro trem da Linha 6-Laranja no Pátio Morro Grande - Metrópoles
1 de 1 Tarcísio acompanha chegada do Primeiro trem da Linha 6-Laranja no Pátio Morro Grande - Metrópoles - Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado de SP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou nesta quinta-feira (10/7) a condução econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O governador respondeu a uma provocação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT).

“Ele tem que cuidar da economia. Se ele cuidasse da economia, ele estaria indo bem. O Brasil não está indo bem, a gente tem um problema fiscal relevante. Então, eu acho que cabe a ele falar menos e trabalhar mais”, disse Tarcísio a jornalistas durante uma cerimônia de entrega em uma obra de metrô na Brasilândia, zona norte da capital paulista.

Em entrevista a um canal do Youtube, Haddad havia dito que Tarcísio deveria se decidir entre se candidatar à Presidência ou a “vassalo”.

“Não há espaço no Brasil para vassalagem, desde 1822 isso acabou. Então, o que você está fingindo aqui? Ajoelhar diante de uma atitude unilateral, sem nenhum fundamento econômico? Sem nenhum fundamento político?”, questionou o ministro em entrevista ao Canal do Barão.

As falas ocorrem no dia seguinte em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que deve taxar produtos brasileiros em 50%. A medida ocorreria a partir de agosto.

Recentemente, Tarcísio tem endossado publicações do presidente americano na Truth, rede social criada por Donald Trump. Recentemente, o chefe da Casa Branca defendeu Jair Bolsonaro (PL) em uma postagem e citou o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) conta o ex-presidente ao anunciar o tarifaço sobre o Brasil.

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O govenador disse, ainda, que a medida terá impacto negativo sobre a economia paulista e defendeu a abertura de uma mesa de negociações.

“O impacto é negativo, porque, como eu falei, São Paulo é um grande exportador, o maior distrito de exportações industriais do Estado de São Paulo são os Estados Unidos. Então, obviamente, a deletério pega empresas importantes, como, por exemplo, a Embraer, que deixou grandes contratos recentemente. Então, é algo que a gente tem que resolver”, acrescentou.

Embora tenha dito que já iniciou contatos com o governo federal, o governador também criticou as relações exteriores da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse que a diplomacia brasileira é afastada da Casa Branca.

“A gente precisa, agora, estabelecer uma mesa de negociação porque a gente vê que, dos países do G20, o mais afastado da Casa Branca é o Brasil. A gente tem dado demonstrações muito ruins, como foi agora na última reunião dos BRICS”, criticou.

“Nós precisamos estabelecer o consenso e lembrar o seguinte: os americanos sempre foram aliados de primeira hora do Brasil. É o maior investidor estrangeiro direto no Brasil.”

Em janeiro, Tarcísio comemorou a posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos e chegou a publicar uma foto nas redes sociais vestindo um boné com os dizeres “Make America Great Again”, slogan da campanha trumpista.

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