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Eleições 2026São Paulo

Com investigados, Tarcísio promove 11,2 mil policiais a 5 dias do 1º turno

SSP afirma que promoção de policiais às vésperas das eleições não configura irregularidade eleitoral. Tarcísio concorre à reeleição em SP

01/10/2026 14:11
Reprodução
Governador Tarcísio em cerimônia de policiais militares (PMs) da Rota

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) promoveu 11.228 agentes das polícias Civil e Técnico-Científica a cinco dias do primeiro turno das eleições. As promoções foram publicadas no Diário Oficial do Estado na última terça-feira (29/9), mas se referem ao mês de julho.

Do total de policiais promovidos, há ao menos três investigados por irregularidades durante o exercício da função (veja mais abaixo).

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) destacou que não há ilegalidade eleitoral na medida, e que as promoções resultam do processo semestral previsto na Lei nº 18.443/2026, que regulamenta o plano de carreira dos policiais civis.

“O procedimento seguiu as etapas de avaliação, verificação de requisitos, recursos e deliberação do Conselho da Polícia Civil, sendo concluído em 28 de setembro, dentro do prazo previsto, sem supressão de qualquer prazo legal ou regulamentar. A publicação das promoções decorre dessa conclusão, com efeitos financeiros retroativos a 1º de agosto, conforme determina o decreto para o ciclo de julho”, afirmou a secretaria.

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Ao todo, foram promovidos agentes de 14 carreiras. Veja:


Três policiais investigados estão entre promovidos

Três policiais civis investigados por irregularidades durante o exercício da função foram contemplados pelas promoções assinadas pelo Delegado Geral da Polícia Civil, Artur Dian. São eles:

  • Milton Massaru Nakayama – o policial civil foi preso no último 22 de agosto sob a suspeita de dar cobertura no sequestro de um suposto criminoso, de 34 anos, no último dia 12, na zona leste paulistana. Ele foi promovido de 1ª classe para classe especial.
  • João Eduardo da Silva – o delegado do 35º Distrito Policial, do Jabaquara, na zona sul de São Paulo, foi preso em 5 de março na Operação Bazaar, acusado de integrar um esquema corrupção sistêmica e lavagem de dinheiro. Ele foi promovido de 1ª classe para classe especial.
  • Marcos Vinícius de Souza Melo – o policial civil foi preso em 28 de agosto na Operação Merx, acusado de integrar um esquema que liberava cargas de eletrônicos após o pagamento de propina. Ele foi promovido de 2ª classe para 1ª classe.

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Promoção não descarta responsabilização criminal ou administrativa, diz SSP

Em nota, a SSP esclareceu que a promoção de cargo “não afasta eventual responsabilização criminal ou administrativa”. “Os impedimentos à promoção são aqueles expressamente estabelecidos na legislação”, disse a secretaria.

Conforme a pasta, o processo de promoção dos policiais “segue critérios objetivos, como tempo de efetivo exercício, avaliação de desempenho, conclusão de curso específico e histórico disciplinar”.

“Neste ciclo, a avaliação considera exclusivamente o desempenho entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025, com base em registros funcionais e critérios como qualidade e quantidade do trabalho, assiduidade, pontualidade e eficiência”, destacou a secretaria.

A SSP afirmou ainda afirmou que os requisitos são verificados “de acordo com os marcos temporais estabelecidos na legislação, que impedem a participação de policiais que tenham recebido advertência ou repreensão nos 12 meses anteriores à abertura do processo, ou multa ou suspensão nos 24 meses anteriores”.

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