Tarcísio ora com grupo Legendários no Palácio dos Bandeirantes

Grupo polêmico que mistura religião e estilo coach foi recebido na sede do governo paulista nesta segunda

atualizado

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1 de 1 tarcisio-legendarios - Foto: Reprodução / Redes sociais

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) recebeu, nesta segunda-feira (13/4), o grupo cristão Legendários, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, no Morumbi, zona sul da cidade. Liderado no estado pelo pastor Alexandro Claudino, da Igreja Batista Vinho Novo, o grupo divide opiniões nas redes sociais e é cercado de polêmicas.

Participaram do encontro o pastor Alexandro e dezenas de membros dos Legendários, que chegaram ao Palácio vestidos com camisetas da cor laranja e bonés de estampa militar – tradicionais do movimento. O deputado estadual Paulo Corrêa Júnior (PSD), autor da lei que instituiu o dia 13 de abril como “Dia dos Legendários” em São Paulo, também participou do evento.

Um vídeo divulgado nas redes sociais do movimento mostra Tarcísio discursando para os participantes e citando trechos bíblicos. Em outro momento, um homem puxa gritos de guerra e os Legendários respondem às frases.

O Metrópoles questionou o governo estadual sobre qual foi a pauta do encontro, mas não foi respondido até a publicação desta reportagem.

Criado pelo pastor Chepe Putzu, o movimento Legendários ficou conhecido no Brasil após famosos como o ex-BBB Eliezer participarem dos eventos promovidos pelo grupo.

No site oficial do Legendários, o grupo, que mistura religião com discursos no estilo coach sobre masculinidade, se descreve como um movimento “que busca a transformação de homens, famílias e comunidades por meio de experiências que levam os homens a encontrar a melhor versão de si”.

Embora não se defina como pertencente a nenhuma religião específica, os encontros têm início e encerramento em igrejas evangélicas do país. Embora não se defina como pertencente a nenhuma religião, os encontros têm início e encerramento em igrejas evangélicas do país. A associação com templos religiosos, somada ao custo elevado de participação — em abril do ano passado era de cerca de R$ 1.490 —, tem gerado críticas sobre a acessibilidade e a intenção comercial do retiro.

Nos eventos do Legendários, espécies de retiros espirituais, grupos de homens são levados para locais afastados, com comida racionada, enquanto são desafiados fisicamente.

Entre as críticas feitas ao movimento está a de que o Legendários reproduziria pensamentos machistas entre os participantes, como o de que os homens devem ser “sacerdotes do lar”. Em entrevista ao portal G1, o criador do Legendários, Chepe Putzu, negou que o movimento seja machista e afirmou que quer “restaurar aqueles valores profundos que foram perdidos ou distorcidos ao longo do tempo”.

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