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Ao comentar crise do metanol, Tarcísio diz que é viciado em Coca-Cola

Governador Tarcísio de Freitas brincou sobre falsificação de bebidas, principal linha de investigação nos casos de contaminação por metanol

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Tarcísio de Freitas
1 de 1 Tarcísio de Freitas - Foto: Valentina Moreia/Metrópoles

Em coletiva de imprensa sobre os casos de contaminação por metanol, nesta segunda-feira (6/10), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) fez uma brincadeira ao comentar que as bebidas contaminadas são alcoólicas, o que não seria a “praia” dele porque ele é viciado em Coca-Cola. “No dia que começarem a falsificar Coca-Cola, eu vou me preocupar”, brincou Tarcísio (veja vídeo abaixo).

A fala ocorreu enquanto o governador mencionava as empresas do ramo que se mobilizaram em força-tarefa contra a falsificação das bebidas. Segundo o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PP), a adição de etanol contaminado com metanol para a fabricação de bebidas falsas é a principal hipótese das investigações da Polícia Civil.

“Estavam aqui os fabricantes – todos os maiores fabricantes, players do Brasil, estavam na mesa. Que fabricam as bebidas mais famosas, que são objetos de fabricação, [como] Jack Daniel’s, Johnnie Walker. Enfim, todas essas bebidas que são objetos de falsificação. Não vou me aventurar aqui nessa área, porque não é minha praia, tá certo? No dia que começarem a falsificar Coca-Cola, eu vou me preocupar. Ainda bem que ainda não chegaram a esse ponto”, brincou Tarcísio, que diz não consumir bebida alcoólica e ser viciado em Coca-Cola “normal”.

Antes da entrevista, o governador reuniu o Gabinete de Crise montado para o enfrentamento dos casos de intoxicação por metanol. Estavam presentes representantes das pastas de Saúde, Segurança Pública, Justiça e Cidadania, Desenvolvimento Econômico, Fazenda e Planejamento.

Também participaram representantes do ramo de bebidas; entre eles: Brown-Forman (Jack Daniel’s), Bacardi, Diageo (Johnnie Walker e Smirnoff), PernordRicard (Absolut) e Beam Suntory (Jim Beam).

Os fabricantes deverão ajudar o governo do estado no treinamento de agentes públicos e comerciantes para a identificação de falsificações. Além de se encontrar com os representantes das empresas, o governador deve se reunir com o setor de bares e restaurantes.

Ações do governo

Nesta segunda, o governo Tarcísio anunciou um conjunto de ações em parceria com associações do setor de bebidas alcoólicas para ampliar o combate à falsificação no estado. Entre elas, um convênio com as empresas para realizar treinamento de agentes públicos e comerciantes para o combate as falsificações, além de campanhas de orientação para que o consumidor saiba identificar bebidas seguras.

Outras ações propostas são endurecer as leis sobre falsificação e comercialização irregular de produtos, pedido à Justiça para a destruição dos estoques apreendidos, como bebidas sem comprovação de procedência ou adulteradas, selos falsos e garrafas, para garantir a segurança do setor e da população, e criação de um canal direto de denúncia para comerciantes que suspeitarem de irregularidades nas bebidas recebidas, permitindo que se manifestem preventivamente e evitem sanções como a cassação da inscrição estadual.

Investigações

Desde o início da última semana, o Brasil enfrenta um surto de intoxicações por metanol, que já afeta 12 estados. Na terça-feira (30/9), a Polícia Federal (PF) começou a apurar os casos.

As primeiras investigações apontam que quadrilhas especializadas em adulteração de bebidas alcoólicas podem estar por trás da crise. Há uma controvérsia, contudo, em relação ao envolvimento de facções criminosas.

Na semana passada, o governador Tarcísio de Freitas negou existirem evidências que apontem a possibilidade de participação do Primeiro Comando da Capital (PCC) nos casos de adulteração.

A Polícia Federal, contudo, ainda não descartou uma ligação com o crime organizado.

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O governador Tarcísio de Freitas e o secretário Guilherme Derrite dão coletiva sobre a crise do metanol em SP
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O governador Tarcísio de Freitas e o secretário Guilherme Derrite dão coletiva sobre a crise do metanol em SP

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Mais de 1.200 soldados serão enviados para reforçar a segurança após chegada de líderes do PCC a presídios do interior de São Paulo

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos)
Estabelecimentos que venderam bebidas com metanol serão interditados
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Atualmente, há dois casos em investigação por suspeita de intoxicação com metanol no estado de São Paulo
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Polícia de SP investiga casos
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Desde o surgimento dos primeiros episódios de contaminação por metanol, dezenas de pessoas foram presas por envolvimento na falsificação e adulteração de bebidas, segundo a Polícia Civil de SP

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Estabelecimento nos Jardins é interditado pelas autoridades sanitárias após caso de intoxicação de bebidas com metanol
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Estabelecimento nos Jardins é interditado pelas autoridades sanitárias após caso de intoxicação de bebidas com metanol

William Cardoso/Metrópoles

Intoxicação por metanol

Dados deste domingo (5/10) do Ministério da Saúde apontam 225 casos de intoxicação por metanol no Brasil após ingestão de bebida alcoólica, entre investigados e confirmados.

Em todo o país, são 16 casos confirmados e 209 em investigação. Do total de registros, segundo o último boletim do ministério, 192 são em São Paulo (14 confirmados e 178 em investigação).

O estado também lidera o número de mortes, com nove casos — dois confirmados na capital e sete sob investigação. Dos óbitos ainda apurados, quatro são na cidade de São Paulo, dois em São Bernardo do Campo, e um em Cajuru, no interior paulista.

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