Tarcísio fala em “operação histórica” contra Refit: “Fraudam R$ 350 milhões por mês”

Governador Tarcísio de Freitas participou de coletiva no MPSP para falar de megaoperação contra fraude fiscal contra Grupo Refit

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Foto colorida do governador Tarcísio de Freitas - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida do governador Tarcísio de Freitas - Metrópoles - Foto: Celso Silva/Governo de São Paulo

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), classificou como “histórica” a megaoperação deflagrada nesta quinta-feira (27/11) contra um suposto esquema bilionário de sonegação fiscal envolvendo a Refit, um dos maiores grupos empresariais do país no setor de combustíveis, do empresário Ricardo Magro.

“Mais um passo importante que está sendo dado para aqueles que não cumprem a regra do jogo”, disse Tarcísio, durante coletiva no Ministério Público de São Paulo (MPSP), órgão responsável pela Operação Poço de Lobato, em conjunto com a Receita Federal e as polícias Civil e Militar paulista. “É uma operação superimportante que nasce do inconformismo com os débitos e com os devedores contumazes aqui em São Paulo”, completou.

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Parte do efetivo mobilizado para megaoperação
Autoridades definiram a fraude financeira como um fluxo financeiro extremamente estruturado e sofisticado
O Grupo Refit é dono da Refinaria Manguinhos, no Rio de Janeiro
Grupi Refit, do setor de combustíveis, foi alvo de uma megaoperação nesta quinta-feira
Ministérios Públicos, Policiais, Receita Federal, entre outros, participaram da megaoperação
Operação envolveu diversas instituições públicas de investigação
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Operação envolveu diversas instituições públicas de investigação

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Parte do efetivo mobilizado para megaoperação
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Parte do efetivo mobilizado para megaoperação

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Autoridades definiram a fraude financeira como um fluxo financeiro extremamente estruturado e sofisticado
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Autoridades definiram a fraude financeira como um fluxo financeiro extremamente estruturado e sofisticado

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O Grupo Refit é dono da Refinaria Manguinhos, no Rio de Janeiro
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O Grupo Refit é dono da Refinaria Manguinhos, no Rio de Janeiro

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Grupi Refit, do setor de combustíveis, foi alvo de uma megaoperação nesta quinta-feira
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Grupi Refit, do setor de combustíveis, foi alvo de uma megaoperação nesta quinta-feira

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Ministérios Públicos, Policiais, Receita Federal, entre outros, participaram da megaoperação
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Ministérios Públicos, Policiais, Receita Federal, entre outros, participaram da megaoperação

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O grupo investigado movimentou mais de R$ 72 bilhões após 2024
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O grupo investigado movimentou mais de R$ 72 bilhões após 2024

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Diversas instituições públicas participaram da megaoperação
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Diversas instituições públicas participaram da megaoperação

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Grupo do setor de combustíveis alvo de megaoperação aparece como o maior devedor contumaz da União
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Grupo do setor de combustíveis alvo de megaoperação aparece como o maior devedor contumaz da União

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A Receita Federal participou da magaoperação contra o Grupo Refit
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A Receita Federal participou da magaoperação contra o Grupo Refit

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Megaoperação mira esquema de sonegação de imposto e lavagem de dinheiro
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Megaoperação mira esquema de sonegação de imposto e lavagem de dinheiro

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Autoridade cumpriram mandados em cincos estados e no Distrito Federal
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Autoridade cumpriram mandados em cincos estados e no Distrito Federal

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Megaoperação contra refinaria devedora de impostos mobilizou mais de 620 agentes
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Megaoperação contra refinaria devedora de impostos mobilizou mais de 620 agentes

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Infográfico do esquema mostra o caminho do dinheiro fraudado
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Infográfico do esquema mostra o caminho do dinheiro fraudado

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Ao todo, 190 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta quinta contra alvos ligados ao Grupo Refit, acusado de dever mais de R$ 26 bilhões em impostos, figurando como o maior devedor contumaz do Brasil, segundo a Receita Federal. Apenas em São Paulo, o grupo é acusado de ter cerca de R$ 9,6 bilhões em dívidas tributárias e ser também o maior devedor de ICMS do estado.

“Só para se ter uma ideia do que isso significa, a gente aumentou o custeio da saúde em R$ 10 bilhões por ano. Isso fez com que a gente duplicasse a quantidade de cirurgias eletivas no Estado de São Paulo. É como se a gente afastasse negasse ao cidadão o serviço de saúde. Esses caras fraudam R$ 350 milhões por mês”, disse Tarcísio.

O governador fez a mesma comparação com escolas. Segundo seus cálculos, o recurso fraudado pelo grupo seria suficiente para construir 20 unidades de ensino por mês.

Segundo o chefe do Executivo paulista, hospitais de médio porte que estão sendo construídos no interior paulista custam em média R$ 320 milhões. “É como se a gente subtraísse da população um hospital de médio porte por mês”, afirmou.

Ação no STF

Diante da dificuldade do Estado de chegar nos devedores, Tarcísio afirmou que o governo passou a instituir regimes especiais tributários para “fechar os caminhos” e exigir o recolhimento do imposto. Ainda segundo o governador, esses regimes passaram a ser alvos de questionamentos na Justiça.

No final de outubro, Tarcísio e a procuradora-geral do Estado, Inês Coimbra, se reuniram com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, para se queixar de uma liminar do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que beneficiava o Grupo Refit.

“Não tendo o recolhimento na refinaria, como era devido, a gente começou a cobrar das distribuidoras e dos postos. E aí a lógica desse regime especial que foi instituído aqui. E esse regime foi questionado no Judiciário. O ministro Fachin cassou esse último regime especial que havia sido derrubado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, tivemos êxito nessa ação judicial”, disse Tarcísio.

“Mas é um jogo de gato e rato. E alimentado por uma sensação de impunidade. Essa turma achava que o dia nunca ia chegar. Mas nada resiste à atuação interinstitucional, à cooperação e à colaboração”, completou o governador.

Grupo alterou estrutura após Carbono Oculto

Segundo o MPSP, assim como revelou a Operação Carbono Oculto, realizada em agosto de 2025, foram exploradas brechas regulatórias, como as “contas-bolsão”, que impedem o rastreamento do fluxo dos recursos. A principal financeira tinha 47 contas bancárias em seu nome, vinculadas contabilmente às empresas do grupo.

Após a paralisação das distribuidoras ligadas à Carbono Oculto, o grupo alvo da Operação Poço de Lobato alterou totalmente sua estrutura financeira, substituindo o modelo usado desde 2018 por outro com novos operadores e empresas. Esses operadores, antes responsáveis por movimentações de cerca de R$ 500 milhões, passaram a movimentar mais de R$ 72 bilhões após 2024.

O Metrópoles solicitou um posicionamento do Grupo Refit a respeito da operação da manhã desta quinta e não obteve retorno. O espaço segue aberto para atualizações.

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