Tarcísio após caos com 1,5 milhão na Consolação no pré-Carnaval: “Não dá”
O governador Tarcísio de Freitas critica superlotação na Avenida Consolação durante desfile de dois megablocos no pré-Carnaval de SP
atualizado
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O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou nesta segunda-feira (9/2) que a Avenida Consolação não tem condições de abrigar 1,5 milhão de pessoas após ser questionado sobre a superlotação de megablocos do pré-Carnaval de São Paulo.
No domingo (8/2), imagens de tumulto, expondo os riscos aos foliões, circularam pelas redes. O acesso à via foi fechado em razão da superlotação. A mesma região abrigou dois megablocos, o que gerou reação de autoridades da cidade.
O vereador Nabil Bonkuk (PT) enviou um ofício ao Ministério Público (MP) pedindo que a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social cobre da prefeitura de São Paulo medidas para mitigar o risco de uma tragédia durante o Carnaval de rua da cidade.
“Não dá para ter 1,5 milhão de pessoas na Consolação“, disse Tarcísio ao canal GloboNews. Já o prefeito Ricardo Nunes (MDB) declarou que a festa foi “um sucesso”. “Se considerarmos a quantidade de pessoas e as poucas ocorrências, a conclusão é que foi um sucesso”, afirmou o emedebista à mesma emissora.
A superlotação provocou mal-estar entre os participantes, que passaram mal devido ao calor e à dificuldade de locomoção no meio da multidão. Equipes de atendimento médico e bombeiros foram acionadas para prestar socorro.
Para Bonduki, “o conjunto de imagens e relatos sugere uma clara inversão de prioridades na condução do evento, na qual a maximização de exposição de marcas e a realização de ações promocionais de grande impacto visual parecem ter prevalecido sobre protocolos de segurança e orientações operacionais das forças policiais”.
Crítica
O bloco Acadêmicos do Baixo Augusta, um dos mais tradicionais do Carnaval de rua paulistano, criticou a organização da Prefeitura de São Paulo após o tumulto na Consolação.
Além do Baixo Augusta, a via recebeu o bloco comandado pelo DJ Calvin Harris. Com superlotação, foliões foram prensados e acabaram derrubando a grade da Escola Paulista de Magistratura. A reportagem também flagrou pessoas passando mal no meio da multidão.
