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São Paulo

Tarcísio admite que não vai investir em câmeras corporais da PM

Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas questionou a "efetividade" de câmeras da PM e admitiu que não vai comprar novos equipamentos

02/01/2024 18:51
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Marcelo S. Camargo / Governo doEstado de SP
Imagem colorida mostra Tarcísio de Freitas, homem branco, de terno cinza e camisa branca, falando em um púlpito de acrílico com o logotipo da Polícia Civil, em um palco, com pessoas de roupas sociais atrás dele, e um fundo verde - Metrópoles

São Paulo – O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) admitiu nesta terça-feira (2/1) que não vai investir em novas câmeras usadas nas fardas da Polícia Militar (PM) de São Paulo.

Ao contrário do que mostram estudos sobre as câmeras na PM, Tarcísio alegou, em entrevista no Bom Dia São Paulo, da TV Globo, que a tecnologia não traria “efetividade” para a segurança dos cidadãos.

“A gente não descontinuou nenhum contrato. Os contratos permanecem. Mas qual a efetividade das câmeras corporais na segurança do cidadão? Nenhuma”, disse o governador.

Em maio de 2023, o Metrópoles revelou que o governo Tarcísio havia congelado a expansão do programa de câmeras corporais. Ao todo, o estado conta com 10.125 câmeras para um efetivo de cerca de 80 mil homens e mulheres da PM.

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Governo Lula estuda uso de câmeras corporais pela PRF
Câmeras corporais podem ser acionadas pelos próprios militares
Tarcísio e Derrite são favoráveis ao fim das saidinhas
O governador Tarcísio de Freitas e o secretário Guilherme Derrite
Câmeras corporais PM SP
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Câmeras corporais PM SP

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Governo Lula estuda uso de câmeras corporais pela PRF
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Governo Lula estuda uso de câmeras corporais pela PRF

Divulgação/Governo de SP
Câmeras corporais podem ser acionadas pelos próprios militares
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Câmeras corporais podem ser acionadas pelos próprios militares

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Tarcísio e Derrite são favoráveis ao fim das saidinhas
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Tarcísio e Derrite são favoráveis ao fim das saidinhas

Governo do Estado de São Paulo/Divulgação
O governador Tarcísio de Freitas e o secretário Guilherme Derrite
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O governador Tarcísio de Freitas e o secretário Guilherme Derrite

Governo do Estado de São Paulo/Divulgação

Segurança

Chamado de Olho Vivo, o programa começou experimentalmente em 2020, ainda na gestão João Doria (ex-PSDB), e foi apontado por diferentes estudos como um dos principais responsáveis pela redução do número de mortes de suspeitos e de policiais em serviço.

Um estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgado no ano passado, mostra que a letalidade de PMs em serviço caiu 62,7% na comparação entre 2019, ano anterior ao programa, e 2022.

Nos batalhões contemplados com as câmeras, a redução chegou a 76,2%.

O número de policiais mortos em confrontos também diminuiu de 14, em 2019, para seis, em 2022. Por sua vez, denúncias de corrupção envolvendo PMs caiu à metade, de 22 para 11 casos, após a instalação dos equipamentos.

Câmeras

Em dezembro de 2022, depois da vitória nas urnas e antes da posse, Tarcísio já havia recuado da promessa feita na campanha, dizendo que iria “manter” o programa implementado pela PM no governo do PSDB.

Já em janeiro de 2023, o secretário da Segurança Pública (SSP), Guilherme Derrite, chegou a afirmar que iria “rever” a instalação de câmeras corporais – discurso que logo em seguida foi ajustado para “ampliar” o número de funcionalidades e de equipamentos em São Paulo.

Ainda naquele semestre, a SSP também chegou a divulgar nota oficial para confirmar que o programa de câmeras seria expandido – ideia que, aos poucos, foi publicamente abandonada pelo governo de São Paulo.

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