Tarcísio é absolvido em ação por dizer que PCC pedia votos para Boulos

Boulos acusou o governador de São Paulo de abuso de poder político, mas juiz eleitoral considerou improcedente. Cabe recurso da decisão

atualizado

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Celso Silva/Governo de SP/Divulgação
Foto colorida do governador Tarcísio de Freitas de terno azul, camisa e gravata. Salário - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida do governador Tarcísio de Freitas de terno azul, camisa e gravata. Salário - Metrópoles - Foto: Celso Silva/Governo de SP/Divulgação

São Paulo – O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) absolveu o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) por ter dito, no segundo turno das eleições municipais de 2024, que o Primeiro Comando da Capital (PCC) teria orientado votos em presídios no então candidato Guilherme Boulos (PSol). Sem provas, a fala ocorreu em meio a uma coletiva de imprensa.

A ação acusava o governador de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação social. Para o deputado federal, Tarcísio usou o cargo no Executivo com a finalidade de interferir no resultado do pleito municipal.

No entanto, o juiz Antonio Maria Patiño Zorz, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo entendeu que os argumentos não foram comprovados. Ele considerou que não houve prática de conduta vedada.

“O réu Tarcísio de Freitas não se utilizou de qualquer aparato do Estado durante a realização da entrevista coletiva, que, conforme consta dos autos, não fora por ele convocada, tampouco tem sua prática vedada pela legislação eleitoral”, avaliou.

O suposto “salve” do PCC foi noticiado pelo colunista Paulo Cappelli, do Metrópoles, em 26 de outubro de 2024. Na sentença da Justiça Eleitoral de SP, o magistrado acatou ainda uma manifestação do Ministério Público Eleitoral de que a alegação de Tarcísio estaria embasada nessa notícia e que político foi instigado a comentar o assunto por jornalistas por conta da repercussão. “Somente respondeu ao questionamento que lhe foi feito”, declarou a instituição.

Além de Tarcísio, o processo, ajuizado pela campanha de Boulos, também englobava o prefeito eleito Ricardo Nunes (MDB), e o vice, Mello Araújo. Procurado pelo Metrópoles, Guilherme Boulos não comentou se pretende recorrer da decisão. O espaço segue aberto para manifestações.

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