Suspeito de roubar obras de arte de Matisse e Portinari é preso em SP
Homem seria um dos dois ladrões que invadiram a Biblioteca Mário de Andrade no domingo (7/12), no centro de SP, e roubaram obras de arte
atualizado
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Um dos suspeitos de roubar as obras de arte da Biblioteca Mário de Andrade, no centro da capital paulista, foi preso nesta segunda-feira (8/12) pela Polícia Civil, na região central de São Paulo. O criminoso foi identificado como Felipe dos Santos Fernandes Quadra, de 31 anos.
Um segundo criminoso já identificado pela polícia segue foragido. A dupla estava armada e invadiu a Biblioteca Mário de Andrade nesse domingo (7/12), fugindo com 13 obras dos artistas Henri Matisse e Candido Portinari.
O acervo pertencia à exposição Do Livro ao Museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade, realizada em parceria com o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM).
Segundo a Polícia Militar, eles renderam os seguranças e fugiram em direção à estação Anhangabaú do Metrô. Não houve registro de feridos.
Um terceiro suspeito, que foi flagrado pelas câmeras do Smart Sampa interagindo com um dos criminosos, foi detido pela Guarda Civil Metropolitana (GCM), mas acabou sendo liberado e prestaria depoimento ainda nesta segunda-feira.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que o “veículo utilizado na fuga foi localizado, apreendido e encaminhado para perícia técnica”. Segundo a pasta, “as investigações continuam para identificar o segundo envolvido e localizar as obras subtraídas”.
O que foi roubado
Os criminosos levaram oito gravuras do artista francês Henri Matisse e cinco gravuras do brasileiro Candido Portinari.
Henri Matisse foi um pintor francês do início do século 20, figura central do fauvismo, movimento marcado pelo uso ousado de cores vivas e pinceladas livres. Portinari é um dos maiores artistas do modernismo brasileiro.
Quem são os suspeitos
Câmeras do SmartSampa, sistema de monitoramento da Prefeitura de São Paulo, registraram a ação dos homens que invadiram a Biblioteca Mário de Andrade (assista acima).
As imagens foram registradas às 10h43. Após o roubo, os ladrões são vistos estacionando uma van na Rua João Adolfo, próximo à Avenida Nove de Julho. Os dois retiram as obras do veículo e caminham pela calçada. Eles ainda não foram identificados.
O que diz a prefeitura
Segundo a prefeitura, administradora do espaço, o local conta com sistema de câmeras e o material será fornecido às autoridades policiais. A biblioteca passou por perícia. A administração afirma que as obras contam com apólice de seguro.
O que diz a defesa do acusado
Em nota ao Metrópoles, a defesa de Felipe Quadra afirmou que as investigações apontaram que o acusado teve “atuação de menor importância, não havendo qualquer indício de que tenha atuado seja como idealizador, executor principal ou sequer beneficiário direto do suposto delito”.
A defesa acrescentou que Felipe “não representa qualquer perigo à sociedade, não possui histórico de condutas violentas e dessa forma, não pode ser tratado como alguém perigoso”. Por fim, diz o texto, ele “exerce atividade laboral lícita e regulamentada, com comprovado
registro em carteira”.
Os advogados do acusado também manifestaram disposição em colaborar com as autoridades e disseram que, “respeitando o
devido processo legal, restará comprovada a ausência de envolvimento relevante do investigado e a verdade dos fatos prevalecerá”.








