Suspeito de golpes em série no centro é detido, mas liberado horas depois

Júnior Pacheco, como é conhecido, é acusado de aplicar golpes em diversos estabelecimentos e de enganar e extorquir parceiros amorosos

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Homem branco com cabelo curto e barba sorri com xícara branca na mão direita - Metrópoles
1 de 1 Homem branco com cabelo curto e barba sorri com xícara branca na mão direita - Metrópoles - Foto: Reprodução/Redes sociais

Valdemir Oliveira dos Santos Júnior, conhecido como Júnior Pacheco, de 34 anos, foi detido na manhã dessa quarta-feira (29/4) por agentes da Polícia Militar após ser reconhecido por uma das supostas vítimas de golpes aplicados por ele. No entanto, foi liberado algumas horas depois de ser conduzido ao 78º DP (Jardins).

Pacheco é acusado de aplicar uma série de golpes na região central de São Paulo. Seus acusadores o denunciam por dar calote em comércios, enganar parceiros amorosos e extorquir as vítimas, muitas vezes usando nomes falsos, de personalidades, para concretizar os golpes.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), apesar dos diversos boletins de ocorrência registrados contra Valdemir, nenhuma das vítimas apresentou representação criminal para que fosse aberto um processo contra ele, essencial em ações penais condicionadas.

Ainda de acordo com a SSP, para que ele fosse preso após a detenção seriam necessários “elementos concretos que caracterizem a situação de flagrante”. O caso foi registrado como estelionato.

O Metrópoles não localizou o contato do investigado até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestações.

Quem é Júnior Pacheco

Moradores do bairro Santa Cecília, no centro de São Paulo, reuniram diversos relatos de golpes sofridos por um mesmo suspeito: Valdemir Oliveira dos Santos Júnior, conhecido como Júnior Pacheco, de 34 anos.

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Junior Pacheco e diversas personalidades
Junior Pacheco com Rita Cadillac
Homem é acusado de aplicar diversos golpes na Santa Cecília
Junior Pacheco com JP Mantovani e Li Martins
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Roberta Miranda, Junior Pacheco e Andrea Nóbrega
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A quantidade de denúncias contra o suposto golpista motivou a criação de uma página no Instagram, ainda em maio do ano passado. Segundo os relatos, os alvos de Júnior são homens gays de classe alta, garotos de programa e até criadores de cães da raça Lulu da Pomerânia.

Uma das artimanhas usada pelo suposto golpista é se passar por amigo de pessoas famosas, como a atriz e cantora Rita Cadillac. No ano passado, a artista contou ao Metrópoles que o homem vinha usando fotos com ela, que foram tiradas em trabalhos que ele contratou há muitos anos.

Há relatos de golpes aplicados por Júnior em pet shop, bares, cabelereiro e floricultura — todos estabelecimentos localizados no mesmo bairro. Na hora de pagar, Júnior dizia que não conseguia fazer Pix e que acertaria depois.

Só de uma floricultura na Santa Cecília, Júnior Pacheco teria levado quase R$ 2 mil em produtos sem pagar. Segundo a proprietária, o golpista alegou ser amigo de Rita Cadillac e mostrou diversas fotos com ela para confirmar o calote. Ao consultar a atriz alguns meses depois, ela percebeu se tratar de um golpe.

As supostas vítimas dizem que Júnior seduzia homens gays, por meio de aplicativos ou site de acompanhantes, e os convidava para seu apartamento. Quando chegavam lá, o suposto golpista drogava e extorquia as vítimas, com a ajuda de um comparsa, inclusive.

Um garoto de programa relatou que Júnior o convidou para jantar em um restaurante. Após “consumir bastante”, ele disse que ia ao banheiro e “sumiu”, sem pagar a conta. Outro garoto de programa registrou boletim de ocorrência em que afirma que Júnior tentou dopá-lo.

Existem relatos ainda de homens que dizem ter sido abordados por ele durante caminhadas no Minhocão, centro de São Paulo: “Disse que sempre me via e que era apaixonado por mim. Eu sempre o via lá, mas achava a forma que ele tratava os pets dele maldosa e nunca dei bola. Ele contou uma história difícil de acreditar. A oratória do cara não era de um VP de construtora fundada pelo avô, a oratória era de estelionatário mesmo. Ele queria almoçar comigo e eu não fui”, disse um homem que preferiu não se identificar.

Ainda de acordo com as supostas vítimas, a mãe de Júnior seria cúmplice nos crimes, inclusive cooptava vítimas e legitimava as mentiras. O homem dizia que o pai é fazendeiro produtor de soja e a mãe dona de franquias de restaurantes.

Outro relato diz que Júnior já foi em canis e pegou cachorros comercializados por altos valores, como os da raça Lulu da Pomerânia, e os levou sem pagar, sempre alegando que não conseguia fazer o Pix no momento.

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