Golpista é preso por causar prejuízo de R$ 300 mil a 18 vítimas em MG
Suspeito vendia eletrônicos e investimentos falsos; 18 vítimas já foram identificadas em Divinópolis
atualizado
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Belo Horizonte – Um homem suspeito de aplicar golpes em série e causar prejuízo superior a R$ 300 mil foi preso nesta quinta-feira (30/4) durante a Operação “Up Grade”, deflagrada em Divinópolis, na região Centro-Oeste do estado.
A ação foi coordenada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), que cumpriu mandado de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão e bloqueio judicial de ativos financeiros do investigado.
Segundo as investigações, o suspeito, de 27 anos, atuava desde 2023 aplicando golpes por meio da venda fraudulenta de aparelhos eletrônicos e falsas oportunidades de investimento. Ele exigia pagamentos antecipados, mas não entregava os produtos ou serviços prometidos. Para dificultar o rastreamento do dinheiro, utilizava contas bancárias de terceiros e máquinas de cartão em nome de familiares.
Até o momento, 18 vítimas foram identificadas — dez delas apenas em 2026 —, com prejuízos que ultrapassam R$ 300 mil. A polícia apura a possibilidade de mais pessoas terem sido lesadas pelo esquema.
De acordo com a delegada Adriene Lopes de Oliveira, responsável pelo caso, a atuação do suspeito era contínua e atingia diferentes pessoas na cidade e região.
“As investigações identificaram que ele agia de forma reiterada, enganando vítimas com a venda de celulares e notebooks, exigindo pagamento antecipado sem realizar a entrega”, afirmou.
A delegada destacou ainda que a prisão foi necessária para interromper a prática criminosa. “A medida foi decretada para cessar a atividade delitiva e garantir a ordem pública, diante do número de vítimas e da continuidade dos crimes”, completou.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos dispositivos eletrônicos e documentos que passarão por análise técnica para identificar possíveis comparsas. O bloqueio de valores determinado pela Justiça busca garantir o ressarcimento das vítimas.
O investigado foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição do Poder Judiciário. Ele poderá responder por estelionato e outros crimes que venham a ser identificados ao longo das investigações.
