
STF: Flávio diz que não vai deixar o Lula colocar mais Alexandre de Moraes.
Alexandre de Moraes foi indicado em 2017 por Michel Temer, que declarou apoio a Flávio Bolsonaro neste segundo turno

São Paulo — O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou que não vai permitir que o concorrente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indique mais nomes como o de Alexandre de Moraes para o Supremo Tribunal Federal (STF). A fala foi feita nesta quarta-feira (21/10) durante evento de campanha no Espaço Inter, em Guarulhos, na região metropolitana, acompanhado do governador reeleito, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
“Ele [Lula] começou a colocar amigos dele no Supremo. Vocês lembram que nos debates, ele falava que não ia colocar o amigo dele no Supremo? Colocou os amigos dele no Supremo. Só que a gente não vai deixar ele colocar mais quatro Alexandre de Moraes lá não. A gente vai colocar pessoas corretas, homens e mulheres, que respeitem a Constituição, que sejam contra as drogas, que sejam contra o aborto”, afirmou Flávio.
Alexandre de Moraes, porém, não tem um currículo ligado ao Partido dos Trabalhadores. O ministro assumiu o cargo em 2017, após indicação do então presidente Michel Temer (MDB) com 55 votos favoráveis, 13 contrários e 13 senadores deixaram de votar. Antes do STF, o magistrado acumulou cargos no governo de São Paulo.
Em 2002, o jurista assumiu o cargo de Secretário da Justiça e da Defesa da Cidadania durante o governo de Geraldo Alckmin (na época, PSDB) — na época, Alckmin era opositor do PT e assim foi por 33 anos. Em 2005, Moraes sai do cargo estadual para compor o Conselho Nacional de Justiça por indicação da Câmara dos Deputados e aprovação do Senado.

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Ver todasEm 2007, Moraes volta para São Paulo para ser Secretário Municipal de Transportes e Secretaria Municipal de Serviços, ao mesmo tempo, acumulou a a presidência Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e SPTrans.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPEm 2015, assumiu a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) durante outro governo de Alckmin. Em 2016, abandona o cargo para se tornar Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública de Temer, cerca de um ano depois, assumiu a vaga decorrente do falecimento do Ministro Teori Zavascki.
Temer declarou apoio ao Flávio
O ex-presidente Michel Temer (MDB) anunciou, no último dia 5, apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em uma declaração enviada à imprensa, Temer afirmou que o resultado do primeiro turno mostrou que o eleitorado “deseja mudança”.
“Quer, portanto, reconexão. E reconexão é Flávio”, disse.
O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno na liderança. Com 100% das seções totalizadas, o candidato do PL recebeu 56,1 milhões de votos, ou 47,03% dos votos válidos. Lula teve 53.879.538 votos, equivalentes a 45,16%. Os dois voltam às urnas em 25 de outubro.
Na manifestação, Michel Temer afirmou que as urnas mostraram que a população quer “atenção e respeito” e relacionou o desempenho de Flávio às mudanças nas bancadas eleitas para o Congresso Nacional.
“A sociedade não quer fórmulas repetidas e discursos grosseiros. Quer novas ideias, novas atitudes, novos projetos e um caminho diferente”, escreveu o ex-presidente.
Temer também destacou que Flávio chegou ao segundo turno em primeiro lugar. “As urnas falaram. O povo brasileiro, autoridade única da democracia, deixou claro que deseja mudança”, afirmou.
O apoio é uma posição pessoal de Temer. No primeiro turno, o MDB decidiu não apoiar nenhum candidato ao Planalto e liberou seus diretórios estaduais para formar alianças de acordo com as disputas locais.
