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São Paulo recebeu mais de R$ 11 bilhões em obras de drenagem desde 2021

Investimento da prefeitura é o dobro do valor direcionado nos 18 anos anteriores à preparação da capital para eventos climáticos extremos

Divulgação
São Paulo recebeu mais de R$ 11 bilhões em obras de drenagem desde 2021
Prefeitura de São Paulo | Conteúdo patrocinado
21/10/2026 16:13

Para preparar a capital paulista para o aumento de eventos de chuvas extremas decorrentes das mudanças climáticas, a Prefeitura de São Paulo investiu o valor recorde de mais de R$ 11 bilhões em obras de drenagem e combate a enchentes entre 2021 e 2026 — mais que o dobro dos R$ 5,29 bilhões aplicados nos 18 anos anteriores.

Com o objetivo de garantir a eficácia desse investimento, a cidade — única da América Latina a contar com uma Secretaria Executiva de Mudanças Climáticas — instituiu o Orçamento Climático, coordenado pelo CGI-Clima.

O mecanismo prevê R$ 28,8 bilhões para 2026 e integra as metas do PlanClima SP diretamente ao ciclo orçamentário anual, monitorando ações de mitigação e resiliência até 2050.

Essa ampliação orçamentária integra uma estratégia global de adaptação climática que alia obras tradicionais de engenharia, como reservatórios e canalizações, a Soluções Baseadas na Natureza (SBNs), como a implantação de parques esponja e a ampliação contínua de áreas verdes protegidas.

E para 2027 estão previstos R$ 2,37 bilhões para drenagem, dentro dos investimentos previstos no Projeto de Lei do Orçamento Anual (PLOA) de 2027, enviado à Câmara Municipal em 30 de setembro.

Obras ampliam a capacidade de controle de cheias

Com o objetivo de expandir a capacidade de controle de enchentes, 756 intervenções voltadas à drenagem, mitigação de riscos e contenção de cheias foram finalizadas desde 2021. O montante abrange a entrega de nove reservatórios, bem como 220 intervenções focadas na recuperação de mais de 62 mil metros de córregos e galerias.

Atualmente, outras 60 obras estão em andamento: 45 intervenções em córregos, 10 reservatórios, além do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), que foi publicado e cumpre o cronograma estabelecido.

Entre as principais obras finalizadas desde 2021 estão os reservatórios Ribeirão Aricanduva (Penha), Paciência (região de Vila Maria e Vila Guilherme) e Taboão (região do Aricanduva). Também foram entregues as estruturas Perus R1, R2 e R3, além dos três reservatórios e pôlderes situados em São Miguel Paulista (Vila Itaim, Vila Any e Jardim Helena).

Com funcionamento já iniciado, os reservatórios do Morro do S e do Carumbé têm o término total das obras agendado para dezembro de 2026. Do mesmo modo, a estrutura do Jardim Lapenna já atua no controle de enchentes, com previsão de finalização para janeiro de 2027. Por sua vez, as entregas dos reservatórios do Antonico e da Mooca estão programadas para fevereiro e maio de 2027, respectivamente.

De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (SIURB), os seis reservatórios entregues pela pasta, aliados aos dez atualmente em execução, proporcionará um aumento de 27% na capacidade de reservação da drenagem urbana, elevando o volume de 6.929.290 m³ para 8.791.990 m³. Conjuntamente, essas 16 estruturas diminuem a área propensa a alagamentos no município em 1.369.000 m², extensão correspondente a 192 campos de futebol.

Desde 2021, a prefeitura finalizou 21 obras de canalização de córregos e implantação de galerias, mantendo outras 45 intervenções desse tipo em andamento. Além disso, foram feitas 363 obras de contenção em margens de córregos sob coordenação da SIURB — sendo 109 localizadas em áreas de risco sob monitoramento da Defesa Civil —, somadas a 85 intervenções conduzidas pela Secretaria Municipal das Subprefeituras voltadas à contenção de cheias e proteção de áreas de risco.

A estratégia também conta com os Cadernos de Bacias Hidrográficas, instrumentos técnicos que orientam o diagnóstico e o planejamento das intervenções. Desde 2021, foram entregues 31 cadernos, e a prefeitura publicou a segunda edição do Plano Diretor de Drenagem antes da atualização mais recente.

O Plano Municipal de Redução de Riscos representa outra frente estratégica. Com a versão final publicada em dezembro de 2024 e a elaboração de 121 projetos voltados a áreas vulneráveis, as licitações iniciais ocorreram em 2025. Atualmente, seis áreas do município já têm obras em andamento, ao passo que outras intervenções seguem nas fases de licitação e contratação.

A expansão da infraestrutura de drenagem faz parte da estratégia de investimentos do município. A proposta orçamentária submetida à Câmara Municipal estimou R$ 20,6 bilhões para investimentos municipais gerais, o maior montante histórico da cidade, evidenciando o fortalecimento do planejamento e da execução de projetos públicos. Esse valor engloba o total de investimentos da cidade, não se restringindo apenas às intervenções de drenagem.

Prevenção

Além das obras estruturais, a prefeitura mantém ações permanentes de limpeza e conservação da infraestrutura. Até setembro de 2026, foram retiradas 149.572,81 toneladas de detritos dos córregos e limpos 149.492 bueiros, poços de visita e galerias. A Operação Cata-Bagulho recolheu 55.376,75 toneladas de resíduos no período, contribuindo para a retirada de materiais descartados irregularmente nas ruas.

A cidade conta atualmente com 271 equipes voltadas à conservação de galerias, limpeza de córregos, piscinões e serviços de hidrojato, aumento de 29,6% em relação a 2021, quando eram 209 equipes. O número de caminhões hidrojato passou de 24 para 54 em agosto de 2026 enquanto as equipes de limpeza de piscinões cresceram de sete, oito anos atrás, para 76 neste ano.

A infraestrutura verde funciona como um pilar essencial e complementar às intervenções diretas de drenagem no enfrentamento aos alagamentos. No período de 2021 a 2026, São Paulo implantou 16 novos parques públicos, somando 5,5 milhões de m² de áreas verdes e elevando o total municipal para 124 parques.

Destacam-se a concepção de equipamentos como o Parque Fazenda da Juta, projetado no conceito de “parque esponja” para absorver e reter a água da chuva.

Também foram feitos 523 jardins de chuva na cidade, dos quais 374 foram implantados desde 2021, ante 23 existentes nove anos atrás. Essas estruturas contribuem para a infiltração da água no solo e ajudam a reduzir o volume de água que escoa diretamente pelas vias públicas.

Além disso, a cidade ganhou 20 bosques urbanos, 19 deles inaugurados na atual gestão, sendo 10 somente em 2026.

A redução no número de alagamentos evidencia os impactos positivos dessas ações. No comparativo entre os primeiros oito meses de 2025 e de 2026, as ocorrências de inundação e alagamento recuaram 23%, caindo de 593 para 457. Da mesma forma, no período chuvoso de 2025/2026, a quantidade de vias atingidas por alagamentos despencou de 860 para 380, o que representa uma queda de cerca de 55%.