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São Paulo

SP: menor bebê nascida em hospital público no Brasil tem alta

A bebê Manu nasceu no dia 18 de novembro do ano passado, com 26 semanas e 2 dias de gestação, pesando apenas 335 gramas

21/04/2023 11:22, atualizado 21/04/2023 16:40
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Divulgação/Secretaria Municipal de Saúde
Imagem colorida de mãe carregando filha no colo

São Paulo – O sonho de Camila Soares, 27 anos, de ir para casa com sua filha nos braços se concretizou no dia 13 de abril, após deixar o Hospital Municipal Vila Santa Catarina, em São Paulo, onde Emanuelly Yasmin passou quase cinco meses internada para vencer a prematuridade extrema. Bebê é a menor prematura extrema a sair com vida de uma UTI Neonatal no Sistema Único de Saúde (SUS).

Manu nasceu no dia 18 de novembro do ano passado, com 26 semanas e 2 dias de gestação, pesando apenas 335 gramas. Foi necessário fazer uma cesárea de urgência porque a mãe, que já havia tido dois abortamentos espontâneos anteriormente, estava com um quadro grave de pressão alta e doença da placenta, o que colocava a vida da bebê em risco.

Atualmente, Manu pesa 2,3 kg. “Eu sempre quis ser mãe, e tudo o que a equipe do hospital fez e continua fazendo pela Manu permitiu que este sonho se realizasse”, diz Camila. As informações são do site da Prefeitura de São Paulo.

Parto de emergência

“A mãe procurou o nosso pronto atendimento por pressão alta e restrição do crescimento da bebê na barriga. A equipe diagnosticou doença da placenta com risco para a bebê, e a internou para acompanhamento diário da vitalidade do feto”, relembra a coordenadora médica da pediatria, terapia intensiva pediátrica e da neonatologia do hospital, Luísa Zagne Braz.

Quatro dias depois da internação, em decorrência do aumento da pressão arterial e sinais de sofrimento fetal agudo identificados em ultrassom, a equipe de obstetrícia, em concordância com a mãe, decidiu pela realização da cesárea de urgência.

Festa para a saída de Manu do hospital

Ao nascer, diante da extrema prematuridade, a bebê foi intubada com a menor cânula disponível no mercado e recebeu a passagem de cateter umbilical para garantir uma via confiável para nutrição e medicação, bem como para monitorização.

Segundo Renata Chopard, referência técnica da neonatologia do hospital, a equipe a colocou, então, em cuidados proporcionais, quadro no qual cada conduta invasiva era ponderada por um time multidisciplinar e focada na recém-nascida.

“Era necessário adaptá-la à nova condição com mínima manipulação. Não podíamos, por exemplo, realizar coletas de exames frequentes, a fim de que ela continuasse seu desenvolvimento como se ainda estivesse dentro da barriga”, explica.

Cuidado individualizado

O caso foi gerenciado desde o início por uma força-tarefa envolvendo a equipe de obstetrícia e neonatologia do Vila Santa Catarina em parceria com a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, que administra o hospital, a fim de garantir um cuidado multidisciplinar individualizado.

Extubada no dia 8 de fevereiro deste ano, aos 2 meses e 22 dias de vida e pesando 1,3 kg, a bebê recebeu alta da UTI Neonatal e seguiu sendo acompanhada na Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais (Ucin), onde foram realizadas terapia motora e respiratória com fisioterapia, além de fonoaudiologia para treinamento e progressão para a dieta oral.

Mesmo com a alta, o acompanhamento das equipes de saúde continua. Manu também tem suporte de oxigênio instalado em domicílio.

Entregue em 2015, o Hospital Municipal Vila Santa Catarina – Dr. Gilson de Cássia Marques de Carvalho foi a primeira unidade de alta complexidade da rede municipal de São Paulo.  A unidade é referência em alta complexidade e pré-natal de alto risco para gestantes.

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