Sobe para 10 o número de mortes por bebida com metanol em São Paulo
Jovem de 26 anos de Sorocaba é a vítima mais recente. Outros oito casos de intoxicação por metanol seguem sob investigação no estado
atualizado
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O número de mortes por intoxicação provocada por bebidas adulteradas com metanol subiu para 10 em São Paulo, segundo boletim atualizado nesta quarta-feira (26/11) pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP). A vítima mais recente é um jovem de 26 anos, morador de Sorocaba, que não resistiu após ingerir a substância altamente tóxica.
Até então, o estado registrava 9 mortes por intoxicação por bebidas adulteradas com metanol. Segundo a SES-SP, oito casos continuam sob investigação, incluindo cinco mortes que dependem de confirmação laboratorial. As mortes em apuração envolvem pacientes de Guariba, São Vicente, São José dos Campos e dois de Cajamar.
Situação atual dos casos de intoxicação por metanol em SP
- 49 casos confirmados de intoxicação no estado
- 516 suspeitas descartadas pela Secretaria da Saúde
As 10 vítimas confirmadas são:
- Capital: quatro homens de 26, 45, 48 e 54 anos
- São Bernardo do Campo: uma mulher de 30 anos
- Osasco: três jovens de 23, 25 e 27 anos
- Jundiaí: um homem de 37 anos
- Sorocaba: um jovem de 26 anos (caso mais recente)
O metanol é um tipo de álcool simples, líquido, incolor e extremamente tóxico, usado principalmente na indústria química, na produção de solventes, plásticos, tintas e combustíveis. Quando ingerido, o organismo transforma o metanol em substâncias ainda mais perigosas, como formaldeído e ácido fórmico, que atacam o sistema nervoso central e podem danificar gravemente os olhos.
O governo reforça que o metanol não tem autorização para consumo humano e que a ingestão, mesmo em pequenas quantidades, pode causar cegueira, danos neurológicos permanentes e morte. A Polícia Civil segue investigando a origem das bebidas adulteradas e busca identificar os responsáveis pela distribuição.
