Smart Sampa: Prefeitura abre investigação sobre novo vazamento de dados
Em novo vazamento de dados relacionados ao Smart Sampa, mais de 17 mil câmeras de locais privados da cidades foram acessadas pelo UOL

São Paulo — A Prefeitura de São Paulo abriu uma segunda investigação para apurar um novo vazamento de dados e de imagens relacionadas ao Programa Smart Sampa, responsável por mais de 20 mil câmeras de segurança do município.

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Frequência de envio: Diário
Ver todasEssa abertura de investigação ocorre após uma reportagem do UOL expor uma nova falha no sistema que permitiu o portal acessar imagens de mais de 17 mil câmeras instaladas em locais como condomínios e residências de autoridades e políticos, como por exemplo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e aos ex-presidentes Michel Temer (MDB) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Em nota, a Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) afirmou que os dados obtidos pelo portal “nunca estiveram públicos ou disponíveis para acesso na internet”, mas que faziam parte de uma planilha de Excel originada de um trabalho de análise de cibersegurança da plataforma do Smart Sampa, que foi encomendado a pedido do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e realizado pela PRODAM.
Além disso, a pasta afirmou que o envio desse documento ao UOL configura “um novo ato criminoso de vazamento de dados sigilosos e confidenciais”.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP“O envio ao UOL da planilha com links de câmeras de empresas parceiras do Smart Sampa configura um novo ato criminoso de vazamento de dados sigilosos e confidenciais. A gestão municipal reforça que o arquivo foi encaminhado ilegalmente à reportagem e que serão adotadas as providências administrativas e legais cabíveis para a devida investigação e responsabilização dos envolvidos. E reitera: não há sinais de ataque ao sistema”, dizia parte da nota.
Ainda de acordo com a administração, o “Smart Sampa segue operando regularmente, sem evidências de ataques externos” e os links aos quais o portal teve acesso não fazem parte da rede do município.
“É importante destacar que as mais de 20 mil câmeras próprias do Município não estão na planilha enviada ilegalmente à reportagem”, completaram.
A SMSU reiterou que o fato do sistema do Smart Sampa fazer parte também de empresas privadas “não implica a transferência da gestão ou do controle da infraestrutura tecnológica dos parceiros ao Município, permanecendo sob responsabilidade de cada empresa a proteção de seus próprios sistemas e equipamentos”.
Prefeitura de SP afastou servidor acusado de vazar dados do Smart Sampa na primeira vez
A Prefeitura de São Paulo afastou um servidor público acusado pela própria administração municipal de vazar dados do programa de monitoramento de segurança Smart Sampa há algumas semanas. A gestão classifica o vazamento como “ato criminoso”.
A administração municipal nega que o primeiro vazamento, também divulgado pelo portal UOL, represente uma falha de segurança. Segundo a publicação, dados do Smart Sampa, que deveriam ser restritos, estavam expostos na internet em um repositório público há cerca de um ano. Os dados de 58 mil câmeras, segundo a reportagem, incluíam 181 logins e senhas de usuários autorizados do sistema.
A gestão municipal afirma que o repositório foi disponibilizado de forma ilegal e nega que o documento tenha informações sobre senhas de acesso. A Secretaria Municipal de Segurança Pública diz que reforçou a segurança da plataforma, com senhas exclusivas e autenticação em dois fatores, entre outras medidas.
