Sete dias após ciclone, SP tem mais de 28 mil imóveis sem luz
Capital é cidade mais afetada, com 21.247 imóveis. Enel diz que problema é pontual e não tem relação com vendaval da semana passada
atualizado
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Mais de 28 mil imóveis estão energia elétrica na região metropolitana de São Paulo na manhã desta terça-feira (16/12), sete dias depois da ventania provocada pelo ciclone extratropical formado no Sul do país. A concessionária Enel alega que o problema desta terça é pontual e não tem relação com o fenômeno climático da semana passada, responsável pelo apagão que chegou a cinco dias em algumas regiões.
Pela manhã, a capital paulista era a cidade mais afetada pelo problema, com 23.873 domicílios sem luz.
Veja imagens dos estragos causados por vendaval na semana passada:
Antes disso, na segunda-feira (15/12), o fornecimento de energia já havia oscilado. De manhã, eram 26 mil imóveis que continuavam sem energia elétrica; à tarde, o número voltou a crescer e atingiu 50 mil clientes, que ficaram no escuro.
Durante o apagão da semana passada, a Justiça determinou que a concessionária normalizasse a situação, sob multa de R$ 200 mil por hora em caso de descumprimento.
Apagão em São Paulo
- Na última quarta-feira (10), a falta de energia atingiu mais de 2 milhões de imóveis da capital paulista e da região metropolitana.
- Mais de 800 mil imóveis seguiam sem energia elétrica na sexta-feira (12/12).
- No sábado (13), foram registrados mais de 470 mil. No domingo (14), cerca de 160 mil imóveis ainda estavam sem luz.
- Entre os diversos impactos dos ventos, também estão falta de água, quedas de árvores e cancelamentos de voos.
- Alguns bairros também ficaram sem água. De acordo com a Sabesp, a falta de eletricidade impede o abastecimento das residências.
O que diz a Enel
A Enel alegou que os números de clientes sem energia são dinâmicos e podem variar ao longo do dia.
“Enquanto equipes restabelecem o fornecimento em alguns pontos, novas ocorrências podem ser registradas em outros trechos da rede, seja por fatores climáticos, objetos arremessados sobre a rede (pipa, galhos, entre outros), acionamento de proteções automáticas ou manobras técnicas necessárias para a execução dos reparos. Por isso, o total de clientes impactados oscila constantemente”, disse a concessionária, em nota.




















