Sequestro de Marcelinho Carioca: saiba como está o caso 1 ano depois
Marcelinho Carioca foi feito refém junto com a amiga, em 17 de dezembro de 2023, após sair de um show de pagode na zona leste de SP

São Paulo — O sequestro do ex-jogador de futebol Marcelinho Carioca completa um ano, nesta terça-feira (17/12). O ex-atleta — ídolo de Corinthians, Brasiliense e com passagens por Flamengo e Santos, entre outros clubes — foi feito refém junto com uma amiga, após sair do show Tardezinha, do cantor de pagode Thiaguinho, realizado no estádio do Corinthians, em Itaquera, na zona leste de São Paulo.
A polícia acredita que, no total, dez suspeitos tenham envolvimento no sequestro. Seis dos sete acusados pelo crime já foram condenados pela Justiça e outras três pessoas ainda estão sendo investigadas.
O dia do crime
No dia do sequestro, após sair do evento musical, o ex-jogador passou na casa da amiga, chamada de Thaís. Ele pretendia presenteá-la com ingressos para o show do dia seguinte, visto que ela é fã do cantor.
De acordo com o boletim de ocorrência (B.O.), Marcelinho estacionou o carro a uma quadra da casa da amiga, na Rua Salesópolis, em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, para não chamar muita atenção. Na saída, os dois perceberam a aproximação de três criminosos e tentaram se esconder. Eles tentaram se abaixar na Mercedes Benz CLA 250 do ex-jogador, mas foram descobertos pelos sequestradores.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPO ídolo corintiano contou em depoimento que se apresentou aos sequestradores, mas foi atingido por uma coronhada no olho esquerdo no momento seguinte. Os bandidos teriam usado o carro para dar algumas voltas em um baile funk, antes de levar os dois até o cativeiro, localizado na Rua Ferraz de Vasconcelos, também em Itaquaquecetuba.
Posteriormente, o carro foi abandonado em outra rua, local onde, horas depois, foi recuperado por policiais militares. Uma arma de airsoft também foi encontrada dentro do veículo.
Vídeo em cativeiro e “pista falsa”
Marcelinho contou que foi obrigado pelos sequestradores a gravar um vídeo junto com a amiga, no qual dizia que ele e a mulher tinham um caso e que teriam sido sequestrados por vingança. A polícia acredita que a ideia dos suspeitos era criar uma pista falsa.

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Ver todasO celular de Marcelinho chegou a ser usado pelos sequestradores para extorquir familiares.
Uma denúncia anônima alertou a Polícia Militar sobre a localização do cativeiro. Na tarde seguinte à denúncia, os agentes invadiram o lugar. Uma mulher chegou a ser presa em flagrante, mas foi solta por falta de elementos suficientes.
Condenações
Pouco mais de nove meses depois do sequestro, a Justiça condenou seis dos sete réus:
- Caio Pereira da Silva – condenado a 28 anos, cinco meses e 10 dias
- Jones Ferreira, Wadson Fernades Santos e Eliane Amorim- condenados a 24 anos e quatro meses
- Thaunnata Lopes dos Santos e Camily Novais da Silva – condenadas a 21 anos e quatro meses
A sentença do juiz Sérgio Cedano, da Vara Criminal do Fórum de Itaquaquecetuba, concluiu que Caio e Jones praticaram associação criminosa, roubo com uso de arma de fogo e extorsão mediante sequestro.
Wadson e Eliane foram condenados por prática de associação criminosa, extorsão mediante sequestro com uso de arma de fogo, estelionato e lavagem de dinheiro. Thaunnata e Camily também responderam pelos mesmos crimes, exceto lavagem de dinheiro.
O sétimo réu, Matheus Cândido da Costa, ainda não recebeu pena porque estava foragido e só foi preso em agosto deste ano.
Outros três suspeitos estão presos e são investigados por envolvimento no sequestro.






































