“Sentado na ida e na volta”: greve muda o metrô em horário de pico

Clima foi de tranquilidade nas estações de metrô dentro do centro expandido de São Paulo; já quem dependeu de ônibus passou por transtornos

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Imagem colorida mostra estação da linha 3-vermelha do metrô de São Paulo em dia de greve - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra estação da linha 3-vermelha do metrô de São Paulo em dia de greve - Metrópoles - Foto: William Cardoso/Metrópoles

São Paulo – O paulistano que conseguiu chegar ao trabalho durante a greve viveu um dia incomum na volta para casa nesta terça-feira (28/11). Trens vazios, com lugar para sentar, e até uma Estação Sé do Metrô irreconhecível para as 18h de um dia útil.

O clima foi de tranquilidade nas estações dentro do centro expandido de São Paulo, muito pelo fato de trabalhadores, pela manhã, terem encontrado dificuldade para chegar ao serviço.

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Plataforma do metrô em dia de greve em São Paulo
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Vagão do metrô em dia de greve em São Paulo
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Pessoas circulando na passagem entre as estações Paulista e Consolação
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Pessoas circulando na passagem entre as estações Paulista e Consolação

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A greve estrangulou as linhas que trazem as pessoas dos bairros mais afastados para o centro, seja pelo funcionamento parcial das linhas ou mesmo pela interrupção total no transporte.

No Metrô, no início da noite, as linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha circularam em trechos reduzidos. Os vagões estavam vazios.
Maior aglomeração só CPTM, na Estação da Luz, de onde ainda partiam trens para a zona leste. Mesmo assim, um movimento abaixo do normal.

A paralisação afetou o movimento até mesmo nas linhas privatizadas do metrô, que viram o fluxo de passageiros diminuir nesta terça.

A atendente Pamela Aparecida Rufino de Jesus, 26, trabalha em um quiosque de bolos no meio de uma das maiores muvucas do transporte público paulistano, o mezanino da Estação Pinheiros das linhas 4-Amarela e 9-Esmeralda.

Pamela chega a vender 280 bolos por dia. Nesta terça, foram 70. “Fora os domingos, nunca vi a estação tão vazia assim”, disse.

O pintor Francisco de Assis, 44 anos, mora em Guaianazes, no extremo da zona leste, e trabalha na Cohab Educandário, na Raposo Tavares, na zona oeste. Literalmente, cruza a cidade por causa do emprego. “Hoje, consegui viajar sentado na ida e agora na volta”, afirmou. Depois de usar a Linha 4-Amarela do metrô, o pintor pegaria a 11-Coral da CPTM, que estava circulando justamente até o seu bairro.

Metrô tranquilo, ônibus nem tanto

Se dentro do sistema metroviário a situação foi de tranquilidade, fora dele as pessoas tiveram muitos transtornos no início da noite.

Quem dependeu do ônibus para complementar o trajeto e chegar em casa encontrou filas e muita dificuldade para o embarque.

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Filas em terminal de ônibus no dia de greve no metrô
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Filas em terminal de ônibus no dia de greve no metrô

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A Estação Ana Rosa foi o ponto final para quem seguia pela Linha 1-Azul, que normalmente vai até o Jabaquara. Para complementar o percurso, os passageiros tiveram tiveram que recorrer aos ônibus lotados.

A compradora Madalena Silva, 62 anos, mora em Suzano, na Grande SP, e precisava chegar ao Jabaquara para pegar o ônibus da EMTU, pelo Corredor ABD. “Está horrível. Estou cansada, carregando peso. Estou aqui já há mais de uma hora para embarcar e vou ter que esperar mais uns 40 minutos, porque o que pegaria saiu agora, lotado”, afirmou.

Madalena disse que costuma chegar em casa por volta das 20h30, mas hoje iria atrasar até o descanso. “Ah, vou chegar só depois das 22h, 22h30”, afirmou.

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