
Com 3 nomes ao Senado, direita traça plano para segurar Tebet e Marina
Embora Tarcísio de Freitas lidere as pesquisas para govenador, as candidatas da chapa de Fernando Haddad vencem nas sondagens para o Senado

Os três candidatos da direita ao Senado por São Paulo – André do Prado (PL), Guilherme Derrite (PP) e Ricardo Salles (Novo) – devem destacar em suas campanhas que as oponentes Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) não são paulistas — numa tentativa de mostrar que, por isso, elas não entendem os anseios da população do estado.
Essa é uma estratégia para tentar desgastar a imagem das duas candidatas, líderes nas pesquisas de intenção de voto até o momento. A dupla também deve ser o principal alvo da direita nos debates para o Senado.
Recentemente, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) tentou usar o mesmo argumento para atacar Tebet e Marina, mas acabou tomando uma invertida visto que ele próprio é carioca. Em entrevista após a declaração do governador, Tebet mandou o recado: “Sou corintiana, não flamenguista”.
Os ataques às candidatas da chapa de Fernando Haddad (PT) não são fortuitos. Tanto em pesquisas internas encomendadas pelos partidos — os chamados trackings — quanto nos levantamentos públicos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ambas aparecem à frente.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP
Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP
Frequência de envio: Diário
Ver todasNa mais recente pesquisa Datafolha, divulgada este mês, Marina Silva liderava as intenções de voto, tecnicamente empatada com Simone Tebet.
As ex-ministras de Lula (PT) eram seguidas por Ricardo Salles (Novo), André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP) – todos empatados com as variações da margem de erro. Considerando a margem, Salles também poderia aparecer em segundo e Tebet, em terceiro.
O Instituto Quaest deve apresentar novos números para São Paulo nesta quarta-feira (29/7).
Suplentes reivindicam espaço
Além dos ataques da direita, Simone e Marina também têm de conviver com o fogo amigo na esquerda. Isso porque ainda não está bem arranjada a disposição de suplentes.
A vaga é especialmente cobiçada neste ano porque as candidatas ao Senado podem voltar ao ministério de Lula, caso o petista vença as eleições de outubro.
A indicação do vereador de São Carlos Djalma Nery (PSol) à primeira suplência de Marina causou mal-estar no arco de alianças em torno da candidatura de Haddad.
O PDT é o principal incomodado e chegou a ameaçar lançar um candidato próprio caso o pleito não seja atendido.
O advogado Laio Morais (PT), ex-chefe de gabinete de Haddad no Ministério da Fazenda, foi o nome indicado para a suplência de Simone Tebet.



