Segurança de supermercado é flagrado agredindo homem em estacionamento.
Segurança foi identificado como agente da GCM de São Paulo. Vítima estava aguardando patrão no estacionamento do mercado quando foi agredido

Um segurança do supermercado Rossi foi flagrado agredindo um trabalhador no estacionamento da loja situada na Avenida Sapopemba, no Jardim Rodolfo Pirani, na zona leste de São Paulo, na noite dessa terça-feira (4/8) A vítima, identificada como Felipe Silva, registrou as agressões em vídeo. Veja:
Felipe afirmou que aguardava o patrão no estacionamento do supermercado, enquanto ele fazia compras. Segundo o relato, ele havia acabado de sair do trabalho e estava com as roupas sujas quando foi abordado pelo segurança, mais tarde identificado como Meykson Nogueira Freire, agente da Guarda Civil Metropolitana (GCM) de São Paulo.
O homem relatou que o funcionário pediu que ele deixasse o local. Ele diz que, mesmo após explicar que apenas esperava o patrão, foi agredido. Felipe acredita que foi confundido com uma pessoa em situação de rua por causa das roupas sujas de trabalho.
Segurança agressor integra GCM de São Paulo
O segurança do supermercado Meykson Nogueira Freire, de 33 anos, é um Guarda Civil Metropolitano de 3ª Classe. Em agosto de 2022, ele recebeu uma suspensão de sete dias por ter violado normas da corporação.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPO Metrópoles apurou junto à defesa de Felipe, o advogado Wallisson Reis, que Meykson recebeu a punição por infração disciplinar ao desrespeitar regulamentos e intruções de serviço, além de não atuar “de forma que dignifique a função pública”.
Em junho deste ano, o agente progrediu de padrão na GCM, como mostra publicação do Diário Oficial de São Paulo.

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A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMURB) informou que a Corregedoria Geral da Guarda Civil Metropolitana apura as circunstâncias do caso.
Em nota, o advogado Wallisson Reis repudiu o fato de Meykson trabalhar na segurança privada, ao invés de atuar na segurança pública, no cargo ao qual foi designado.
“É inaceitável que agentes da segurança pública venham trabalhar em um supermercado, onde eles agridem pessoas, onde eles praticam inclusive agressões a pessoas que vivem em situação de rua. Nós cobraremos a Prefeitura de São Paulo para que dê uma resposta para a sociedade. O mercado na forma da lei será responsabilizado, porque não é o primeiro caso de agressão nesse supermercado”, denunciou.
O supermercado Rossi também foi procurado para comentar o caso, mas não respondeu até o fechamento desta reportagem. O espaço segue aberto.



