Secura: governo de SP autoriza reduzir pressão da água nas madrugadas

Pela medida adotada em razão da falta de chuvas, Sabesp poderá reduzir pressão da água pelo prazo de 8h no sistema que abastece a Grande SP

atualizado

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crise hidrica sao paulo nivel agua reservatorios
1 de 1 crise hidrica sao paulo nivel agua reservatorios - Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

O governo do estado autorizou, nesta segunda-feira (25/8), a redução da pressão do fornecimento de água durante as madrugadas na região metropolitana de São Paulo, onde o volume útil está em 39,2% da capacidade total, como forma de preservar os níveis dos reservatórios contra a escassez hídrica, provocada pela falta de chuvas.

A medida foi adotada por deliberação da Agência Reguladora de Serviços Públicos de São Paulo (Arsesp) e deverá vigorar pelo prazo de oito horas — com horário de início e fim a ser definido pela operadora. Caso esse percentual caia para valores entre 30% e 20%, é acionado o estágio crítico.

“O regime de prevenção e contingência deliberado pela Arsesp prevê que a Sabesp promova, na região metropolitana coberta pelo Sistema Integrado Metropolitano (SIM), a prática de gestão de demanda noturna, pelo prazo de oito horas. Isso significa que, pelo período de oito horas durante a madrugada, com horário de início e fim a ser definido pela operadora, fica autorizada excepcionalmente a promover redução de pressão, o que, pela previsão da Sabesp, garantiria uma economia de 4m3 por segundo. A medida é válida até que sejam recuperados os níveis dos reservatórios que abastecem a região metropolitana. A agência também solicita à concessionária que apresente um Plano de Contingência específico para a RMSP, a ser elaborado sob coordenação da Arsesp e em cooperação técnica com a SP Águas”, diz o comunicado da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Imagens coloridas mostram gráfico que reflete o nível dos reservatórios de água em SP desde julho de 2014
Gráfico mostra nível dos reservatórios de água em SP desde julho de 2014

Ainda conforme o governo paulista, a evolução das ações será acompanhada pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e pela Defesa Civil, no âmbito do Comitê Gestor da Política Estadual de Mudanças Climáticas.

“Temos o Plano de Adaptação e Resiliência Climática e o Programa São Paulo Sempre Alerta, por meio dos quais acompanhamos de perto a questão da disponibilidade hídrica no contexto das mudanças climáticas, com várias medidas e obras em andamento para garantir resiliência no território estadual. Essas medidas adicionais que estamos anunciando hoje fazem parte desse planejamento, para que não tenhamos situações graves de escassez no presente e no futuro”, declarou Natália Resende, secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística.

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Represa Billings, na área da zona sul de SP
Hidroavião cai na represa Jaguari (SP)
Sistema Cantareira, responsável por abastecer a Grande SP
Sistema Cantareira abastece cerca de 7,3 milhões de pessoas por dia.
Sistema Cantareira, em SP
Volume de águas nas represas de São Paulo é o menor desde o auge da crise hídrica em 2015
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Volume de águas nas represas de São Paulo é o menor desde o auge da crise hídrica em 2015

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Represa Billings, na área da zona sul de SP
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Represa Billings, na área da zona sul de SP

Omar Matsumoto, Gabriel Inamine, Luciana Nascimento e Nilson Sandré, PMSBC
Hidroavião cai na represa Jaguari (SP)
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Hidroavião cai na represa Jaguari (SP)

Reprodução/Prefeitura de Bragança Paulista
Sistema Cantareira, responsável por abastecer a Grande SP
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Sistema Cantareira, responsável por abastecer a Grande SP

Divulgação/Sabesp
Sistema Cantareira abastece cerca de 7,3 milhões de pessoas por dia.
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Sistema Cantareira abastece cerca de 7,3 milhões de pessoas por dia.

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Sistema Cantareira, em SP
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Sistema Cantareira, em SP

Governo de São Paulo

A Sabesp confirmou que a redução do fornecimento da pressão noturna. “Diante dos eventos climáticos, cenário de chuvas abaixo do esperado e da variação no nível dos mananciais, a Sabesp adotará as manobras operacionais temporariamente, evitando perdas de água por vazamentos e rompimento de tubulações. A iniciativa terá início após 48 horas da deliberação da Arsesp.”.

Crise hídrica

O nível de água nos reservatórios que alimentam a Grande São Paulo é o mais baixo desde o auge da crise hídrica que afetou todo o estado nos anos de 2014 e 2015.

No auge da crise, em agosto de 2015, o nível atingiu o menor valor, de 11,4%. Pelo menos desde 2023 o volume da água vem caindo em níveis relevantes: de 72,5% naquele ano para 40,1% em 2025.

Campanha de conscientização

O governo de São Paulo também anunciou que vai iniciar uma campanha de conscientização da população para a redução do consumo por meio de medidas simples, como a contenção de vazamentos, o uso de chuveiros eficientes, o uso de máquinas de lavar com carga completa, entre outras.

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