Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
São Paulo

Secretário pede exoneração após posts sobre demissão de eleitores de Lula

Secretário-adjunto da Prefeitura de Guarujá, no litoral de SP, pediu exoneração após fazer uma série de posts contra eleitores de Lula

28/10/2026 15:49
Reprodução/Facebook
Secretário pede exoneração após posts sobre demissão de eleitores de Lula

São Paulo — Airton Sinto, secretário-adjunto de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de Guarujá, no litoral de São Paulo, pediu exoneração do cargo nessa terça-feira (27/10), após a repercussão de posts feitos por ele nas redes sociais sugerindo a demissão de eleitores de Lula (PT).

O pedido foi assinado pela gestão do prefeito Farid Said Madi (Podemos) e publicado no Diário Oficial de Guarujá nesta quarta-feira (28/10). A exoneração de Airton Sinto passa a valer a partir da data de publicação.

Secretário pede exoneração após posts sobre demissão de eleitores de Lula - destaque galeria
4 imagens
Secretário pede exoneração após posts sobre demissão de eleitores de Lula - imagem 2
Secretário pede exoneração após posts sobre demissão de eleitores de Lula - imagem 3
Secretário pede exoneração após posts sobre demissão de eleitores de Lula - imagem 4
Secretário pede exoneração após posts sobre demissão de eleitores de Lula - imagem 1
1 de 4

Reprodução/Redes Sociais
Secretário pede exoneração após posts sobre demissão de eleitores de Lula - imagem 2
2 de 4

Reprodução/Facebook
Secretário pede exoneração após posts sobre demissão de eleitores de Lula - imagem 3
3 de 4

Reprodução/Facebook
Secretário pede exoneração após posts sobre demissão de eleitores de Lula - imagem 4
4 de 4

Reprodução/Facebook

Airton fez uma série de publicações discriminatórias contra “petistas” e “esquerdistas”. Em seu perfil no Facebook, que é aberto, o então secretário-adjunto publicou um vídeo dando “dicas para empresários” e sugerindo a demissão de quem “entende que você é opressor”. O post foi deletado por ele após a repercussão.

“Nós não temos que lutar contra o sistema. A gente tem que criar o nosso sistema. Uma dica para o empresário que contrata, que tem empregados: não contrate quem odeia empresário e empregador. Não mantenha no seu hall de empregados quem entende que você é opressor. Não mantenha no seu quadro de funcionários quem te odeia, quem trabalha sem gosto, sem honrar o posto de trabalho”, disse.

Em outra publicação, Airton Sinto disse que “empresários de direita estabelecidos em estados que a maioria apoia a esquerda” deveriam ficar à vontade para “fecharem as portas” para reabrirem no estado de São Paulo. O secretário também compartilhou um post dizendo que um evento de Natal solidário cancelado no Rio Grande do Sul após o resultado das eleições era “um exemplo a ser seguido”.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP

Airton Sinto é advogado e sua situação na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) está regular. Após a repercussão do caso, a OAB, por meio da 73ª Subseção do Guarujá, publicou uma nota nessa terça-feira (27/10) afirmando que “discriminação, exclusão ou restrição de oportunidades profissionais em razão do posicionamento político de uma pessoa é incompatível com o Estado Democrático de Direito”.

“A advocacia, enquanto função essencial à Justiça, exige de seus profissionais uma conduta pautada pela dignidade da pessoa humana, pela ética, pela independência, pela urbanidade e pelo respeito aos direitos fundamentais. Nesse contexto, manifestações públicas que defendam a recusa de contratação exclusivamente em razão de suas convicções políticas suscitam legítima preocupação ética e institucional, sobretudo quando provenientes de profissionais cuja atuação deve estar comprometida com a defesa dos direitos e das garantias fundamentais”, diz a nota.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Procurado pelo Metrópoles, Airton Sinto não se posicionou até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestações.

Já a Prefeitura de Guarujá afirmou, em nota, que a exoneração foi feita a pedido do secretário, que “fez uma manifestação pessoal em suas redes sociais”. “Reforçamos que o posicionamento dele não corresponde ao do governo municipal”, diz o texto.