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São Paulo

De Peruíbe a Guarujá: especialista alerta sobre riscos de praias impróprias

De acordo com a Cetesb, SP tem 90 praias impróprias para banho, sendo 65 delas no litoral sul. Chuvas podem ter contribuído com situação

26/09/2026 02:30
Divulgação/ Fundação Florestal
Em Peruíbe, o avanço do mar provoca a perda de áreas de praia, impacta a vegetação de restinga e ameaça residências e outras edificações - Metrópoles

Um levantamento divulgado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), nessa sexta-feira (25/9), indicou que todas as praias de Peruíbe até Guarujá, no litoral sul de São Paulo, estão impróprias para banho, com exceção de duas.

Ao todo, a Cetesb informou que 90 praias estão impróprias para banho. Destas, 65 estão localizadas no litoral sul. Ainda de acordo com o órgão, somente 85 praias estão próprias para banhistas no estado.


Veja as praias impróprias:

  • Rio Itamambuca – Ubatuba
  • Itaguá – Ubatuba
  • Enseada – Ubatuba
  • Perequê-Mirim – Ubatuba
  • Lázaro – Ubatuba
  • Sapé – Ubatuba
  • Cocanha – Caraguatatuba
  • Martim de Sá – Caraguatatuba
  • Prainha – Caraguatatuba
  • Centro – Caraguatatuba
  • Indaiá – Caraguatatuba
  • Armação – Ilhabela
  • Sino – Ilhabela
  • Itaquanduba – Ilhabela
  • Grande – Ilhabela
  • São Francisco – São Sebastião
  • Prainha – São Sebastião
  • Arrastão – São Sebastião
  • Pontal da Cruz – São Sebastião
  • Deserta – São Sebastião
  • Porto Grande – São Sebastião
  • Preta do Norte – São Sebastião
  • Toque-Toque Pequeno – São Sebastião
  • Boraceia-Norte – São Sebastião
  • Boraceia-Rua Cubatão – São Sebastião
  • São Lourenço – Próximo Morro – Bertioga
  • Enseada – Indaiá – Bertioga
  • Enseada – Vista Linda – Bertioga
  • Enseada – Sesc – Bertioga
  • Perequê – Guarujá
  • Pernambuco – Guarujá
  • Enseada – Estrada Pernambuco – Guarujá
  • Enseada – Avenida Atlântica – Guarujá
  • Enseada – Rua Chile – Guarujá
  • Enseada – Avenida Santa Maria – Guarujá
  • Pitangueiras – Avenida Puglisi – Guarujá
  • Pitangueiras – Rua Senador Valadão – Guarujá
  • Astúrias – Guarujá
  • Guaíba – Guarujá
  • Rio Perequê – Cubatão
  • Ponta da Praia – Santos
  • Aparecida – Santos
  • Embaré – Santos
  • Boqueirão – Santos
  • Gonzaga – Santos
  • Pompeia – Santos
  • José Menino – Ria Frederico Ozanan – Santos
  • Praia da Divisa – São Vicente
  • Itararé – Posto 2 – São Vicente
  • Praia da Ilha Porchat – São Vicente
  • Milionários – São Vicente
  • Gonzaguinha – São Vicente
  • Prainha – São Vicente
  • Canto do Forte – São Vicente
  • Boqueirão – São Vicente
  • Guilhermina – Praia Grande
  • Aviação – Praia Grande
  • Vila Tupi – Praia Grande
  • Ocian – Praia Grande
  • Vila Mirim – Praia Grande
  • Maracanã – Praia Grande
  • Vila Caiçara – Praia Grande
  • Real – Praia Grande
  • Balneario Flórida – Praia Grande
  • Jardim Solemar – Praia Grande
  • Vila São Paulo – Mongaguá
  • Central – Mongaguá
  • Vera Cruz – Mongaguá
  • Santa Eugênia – Mongaguá
  • Itaóca – Mongaguá
  • Agenor de Campos – Mongaguá
  • Flórida Mirim – Mongaguá
  • Campos Elíseos – Itanhaém
  • Suarão – Itanhaém
  • Suarão – AFPESP – Itanhaém
  • Parque Balneário – Itanhaém
  • Centro – Itanhaém
  • Praia dos Pescadores – Itanhaém
  • Sonho – Itanhaém
  • Jardim Cibratel – Itanhaém
  • Estância Balneária – Itanhaém
  • Jardim São Fernando – Itanhaém
  • Balneário Jardim Regina – Itanhaém
  • Balneário Gaivota – Itanhaém
  • Icaraíba – Peruíbe
  • Parque Turístico – Peruíbe
  • Balneário São José Batista – Peruíbe
  • Centro – Peruíbe
  • Prainha – Peruíbe
  • Guaraú – Peruíbe

Segundo o biólogo e professor do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paul9 (USP), Alexander Turra, as fortes chuvas recentes que atingiram o litoral nos últimos dias é um dos fatores que pode ter influenciado no aumento do número de praias impróprias. Turra diz que a falta de saneamento básico em cidades litorâneas se soma às condições climáticas e contribui para a poluição das praias.

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Ele explicou que as instabilidades acabam levando os dejetos presentes nas ruas das cidades litorâneas para o mar. A situação mais grave acontece quando as fossas, especialmente onde não há rede de esgoto implementada, extravasam.

“Isso se soma a um fenômeno que nós temos na Baixada Santista como um todo, que é uma quantidade de pessoas morando em situações de fragilidade, em aglomerados subnormais, nos quais não há a possibilidade de se coletar o esgoto. Então essa carga orgânica que é jogada diretamente no ambiente acaba saindo pelos canais de Santos ou de São Vicente e acaba sendo distribuída nessa região”, explica.

O especialista, que é e coordenador da Catedral Unesco para a Sustentabilidade do Oceano, ainda alertou para os problemas que um mar impróprio pode causar nos banhistas.

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“As pessoas podem acabar tendo um tipo enfermidade associada a bactérias ou a vírus presentes nesses corpos de água (micro-organismos). A gente está falando de cólera, desinteria, colites, de doenças que podem levar inclusive a óbito”, alerta o professor.


Expectativa para o feriado de 12/9

  • Apesar do número alto de praias impróprias para banho divulgado nessa sexta-feira (25/9), o professor diz que até o próximo feriado, no dia 12 de outubro, a situação pode estar um pouco melhor.
  • Segundo ele, no momento em que a chuva dar uma trégua, o oceano vai conseguir processar o material orgânico que está concentrado nele, por meio de um processo ecossistêmico com fitoplanctons.
  • “Na medida em que você para de aumentar a carga orgânica chegando nas praias por conta dessa chuva e da elevação do lençol freático, você vai ter o oceano processando esses nutrientes, essa matéria orgânica e levando uma melhora na qualidade ambiental”.

Cristina Camolez, geógrafa da Cetesb, recomenda que, logo após as tempestades, pelo menos nas primeiras 24 horas após chuvas intensas, o banhista não entre na água, tome bastante cuidado e não tome banho de mar.