Secretário está entre alvos de operação que apura fraudes na Saúde
Lucas Bento da Silva Isepon, atual chefe da Secretaria da Saúde da Prefeitura de Nova Odessa, interior paulista, é um dos alvos de operação
07/10/2026 12:27

São Paulo — O médico e secretário de Saúde da Prefeitura de Nova Odessa, Lucas Bento da Silva Isepon (foto em destaque, à esquerda), é um dos alvos da Operação Sangria, deflagrada nesta quarta-feira (7/10) pela Polícia Civil para apurar fraudes em contratos públicos, além de outros crimes, entre eles lavagem de dinheiro, corrupção e peculato.
Batizada de Sangria, a operação cumpriu nove mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara Regional das Garantias da 4ª RAJ de Piracicaba. Os alvos são endereços residenciais, comerciais e espaços públicos em Nova Odessa, Campinas, Indaiatuba e Hortolândia.
Durante as buscas desta quarta-feira, os policiais apreenderam cinco carros, celulares, documentos e computadores, além de R$ 49 mil em espécie. Todo o material será analisado pela Polícia Científica.
Veja imagens da apreensão do dinheiro:
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPO atual chefe da Saúde de Nova Odessa é considerado investigado por suposto envolvimento nos crimes. Durante as diligências, a sede da Secretaria da Saúde foi alvo das ordens judiciais de busca e apreensão.
A investigação é da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Piracicaba.

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Ver todasA Prefeitura de Nova Odessa, em nota, afirmou que aguarda acesso aos autos para “manifestação conclusiva acerca dos fatos investigados ou da responsabilidade das pessoas mencionadas”, diz.
A administração municipal disse respeitar e confiar no trabalho das autoridades responsáveis pela investigação e “permanecerá inteiramente à disposição para prestar esclarecimentos, apresentar documentos e fornecer todas as informações que venham a ser oficialmente solicitadas, assim como confia no trabalho, integridade e profissionalismo do secretário de Saúde”, finalizou.
Apreensão de R$ 30 mil
Segundo a polícia, a investigação começou em dezembro de 2025, após a apreensão de R$ 30 mil em espécie durante uma ocorrência em Campinas, também no interior paulista. À época, os agentes constataram que o dinheiro seria entregue a um agente público ligado ao contrato.
Investigadores apuraram que o possível pagamento, a tentativa de ocultar a origem e o destino do dinheiro ocorriam por movimentações em dinheiro e de laranjas.



