Após contrato emergencial, empresa desiste de assumir linhas da Transwolff

Empresa assinou contrato emergencial com a Prefeitura de SP para operar linhas de ônibus da Transwolff, mas recuou 4 dias antes de iniciar

atualizado

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Jéssica Bernardo/Metrópoles
foto colorida de ônibus da Transwolff circulam normalmente no dia em que MPSP faz operação da empresa por suspeita de ligação com o PCC; na imagem, ônibus da empresa no Terminal Santo Amaro; Justiça tornou dirigentes da empresa réus - Metrópoles
1 de 1 foto colorida de ônibus da Transwolff circulam normalmente no dia em que MPSP faz operação da empresa por suspeita de ligação com o PCC; na imagem, ônibus da empresa no Terminal Santo Amaro; Justiça tornou dirigentes da empresa réus - Metrópoles - Foto: Jéssica Bernardo/Metrópoles

A Sancetur enviou, na quarta-feira (28/1), um ofício para a Prefeitura de São Paulo em que comunica a impossibilidade de assumir a operação das linhas da Transwolff, quatro dias antes do contrato emergencial passar a valer.

“A administração municipal recebeu ofício da Sancetur em que alega impossibilidade de assumir plenamente a execução do contrato emergencial dos lotes D10 e D11 da Transwolff. Diante do fato, a Prefeitura segue adotando todas as medidas necessárias para publicação do edital para concessão do serviço dos referidos lotes”, disse a prefeitura, em nota.

Os lotes D10 e D11 abrangem 133 linhas que atendem a zona sul da cidade, compreendendo alguns distritos da região, como Grajaú, Parelheiros, Marsilac, Jardim Ângela e outros.

As linhas da Transwolff estão sob intervenção desde 9 de abril de 2024, após a empresa ser alvo de uma investigação do Ministério Público de São Paulo (MPSP), que aponta suposta lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Em dezembro, a Justiça mandou suspender o decreto de caducidade que gerou o rompimento dos contratos da Prefeitura de São Paulo com a concessionária de ônibus. A decisão foi tomada em caráter liminar.


Relembre

  • Transwolff e a UpBus estão sob intervenção da gestão municipal de São Paulo desde abril de 2024, quando foram alvo da Operação Fim da Linha por vínculo com o PCC.
  • O dono da Transwolff, Luiz Carlos Efigênio Pacheco, conhecido como Pandora, e o sócio da UpBus, Silvio Luís Ferreira, o Cebola, tiveram mandatos de prisão cumpridos em seus nomes durante a operação.
  • Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, a Transwolff recebeu um aporte de R$ 54 milhões da facção criminosa, obtido com tráfico de drogas e outros delitos, para participar da licitação do transporte público na capital paulista.
  • A Transwolff e a Upbus operam, respectivamente, as linhas de ônibus da zona sul e leste da cidade de São Paulo — e transportam, juntas, 700 mil passageiros na capital.

 

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