Relator de pedido de impeachment de Nunes quer entregar relatório no dia 3
Major Palumbo (PP) foi escolhido para relatoria de pedido de impeachment do prefeito Ricardo Nunes (MDB) por denúncias de crime eleitoral

O vereador Major Palumbo (PP), eleito relator do pedido de impeachment do prefeito Ricardo Nunes (MDB) na Câmara Municipal de São Paulo, diz que apresentará o relatório já na próxima sessão, marcada para a próxima terça-feira (3/10), às 11h. A Comissão Especial da Casa analisa se Nunes descumpriu decisão da Justiça Eleitoral que determinava 100% da frota de ônibus disponível para o domingo de segundo turno das eleições presidenciais.
Por 5 votos a 2, Palumbo foi o nome escolhido para a relatoria. Já o vereador Rubinho Nunes (União) foi eleito o presidente da comissão. Ele também recebeu 5 votos favoráveis. Embora componham a base aliada do prefeito, ambos os parlamentares romperam com ele no passado.
No caso de Major Palumbo, a decisão aconteceu após um pedido do também vereador Paulo Frange, do mesmo partido de Ricardo Nunes, para cassar os mandatos de quatro vereadores eleitos pelo Progressistas nas eleições de 2024, entre eles, o próprio Palumbo.
O parlamentar acusava o PP de lançar candidaturas femininas fictícias para burlar a cota de gênero. Depois disso, a sigla decidiu romper com o MDB.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPJá no caso de Rubinho Nunes, a desavença teve início após o vereador declarar apoio à candidatura do ex-coach Pablo Marçal na disputa pela Prefeitura de São Paulo, também em 2024.
Comissão Especial analisa pedido de impeachment de Nunes
A comissão especial foi instaurada após uma denúncia protocolada pelos vereadores Celso Giannazi, Amanda Paschoal e Silvia da Bancada Feminista, todos do Psol. Passageiros de diversas regiões de São Paulo denunciaram demora do transporte coletivo no domingo (25/10), de segundo turno das eleições, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que as empresas de ônibus de São Paulo deveriam operar com 100% da frota disponível.
Em coletiva de imprensa na última terça (27/10), o prefeito Ricardo Nunes admitiu que a capital contou com 71% da frota, número que já havia sido antecipado pelo Metrópoles. De acordo com ele, circularam, naquele dia, 8.814 veículos de um total de pouco mais de 12 mil.
“Obviamente, em cima da hora, de sábado para domingo, lembrando que a operação começa meia-noite, as empresas tiveram poucas horas para mobilizar milhares de pessoas. Mas foi feita a solicitação. Só não foi para a rua o ônibus daquele motorista que não veio“, disse.

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Frequência de envio: Diário
Ver todasNo pedido de impeachment, os vereadores também citam a denúncia de que Ricardo Nunes teria convocado servidores comissionados para trabalharem pela campanha de Flávio Bolsonaro. O Ministério Público do Trabalho (MPT) chegou a determinar que a prefeitura deveria enviar uma cartilha aos servidores com informações sobre assédio eleitoral – o que a gestão Nunes só fez depois da eleição.
Além de Rubinho Nunes e Major Palumbo, também compõem a comissão especial que analisa o impeachment os parlamentares : Luana Alves (PSol), Hélio Rodrigues (PT), Kenji Ito (Podemos), Sandra Tadeu (PL) e Sandra Santana (MDB).
