"Receba": PM apura vídeo de corpo de homem morto após invadir base
Vítima foi morta a tiros após invadir base da PM e ameaçou agentes na madrugada desse domingo (29/9) no centro de São Paulo. Veja

São Paulo — A Polícia Militar (PM) investiga se houve abuso de agentes que filmaram e zombaram do corpo de um homem que foi morto a tiros por agentes depois de invadir uma base na Rua 24 de Maio, no centro de São Paulo, na madrugada do último domingo (29/9).
“Tá aí, ó. O doido entrou dentro da base da PM com uma faca na mão, aí, ó. Receba”, disse o policial que filmou o corpo. As imagens foram compartilhadas nas redes sociais.
A vítima era um morador de 36 anos. Segundo a PM, o invasor, que tinha passagens por furto e roubo, entrou com uma faca na base e começou a falar palavras sem sentido para os agentes.
Em comunicado nas redes sociais atribuído à Polícia Militar, os agentes disseram que atiraram para se defender: “Diante da iminente ameaça à integridade física dos policiais, estes, agindo amparados pela legítima defesa, foram obrigados a conter o ataque, efetuando disparos de arma de fogo. Infelizmente, apesar do pronto atendimento, o indivíduo não resistiu e veio a óbito no local”.
O corpo ficou dentro da base da PM coberto por uma manta até a chegada da perícia.
A Ouvidoria da Polícia Militar disse que vai questionar a PM sobre o motivo pelo qual os agentes não usaram primeiro armas menos letais para conter o invasor, como arma de choque, balas de borracha “bean bags”.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que o caso foi registrado como “resistência e morte decorrente de intervenção policial”. Segundo a pasta, a investigação será feita pela PM e pelo Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil.
“Na ocasião, o autor invadiu a sede da 2ª Companhia do 7º Batalhão da Polícia Militar Metropolitano (BPM/M) armado com uma faca e ameaçando os policiais que intervieram. A faca foi apreendida e a perícia acionada ao local”.
Já sobre a suposta zombaria do policial que filmou o corpo, a SSP disse que, se ficar comprovado que houve alguma ilegalidade ou abuso policial no caso, os agentes serão punidos.

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