“Rapa” caça bebida Xeque Mate e gera correria entre camelôs em blocos

Xeque Mate, um drink à base de mate, rum e guaraná não faz parte de catálogo de empresa que patrocina o Carnaval de rua de SP

atualizado

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Fábio Vieira/ Metrópoles
Desfile do Bloco Casa Comigo na Avenida Henrique Schaumann no bairro de Pinheiros, zona Oeste de São Paulo
1 de 1 Desfile do Bloco Casa Comigo na Avenida Henrique Schaumann no bairro de Pinheiros, zona Oeste de São Paulo - Foto: Fábio Vieira/ Metrópoles

São Paulo – A fiscalização da Prefeitura de São Paulo a uma bebida que não faz parte da marca que patrocina o Carnaval de rua tem promovido correrias entre camelôs nos blocos carnavalescos da capital, segundo diversos vendedores ambulantes que conversaram com o Metrópoles.

Um dos drinks que é sensação no Carnaval de rua é o Xeque Mate, uma bebida feita com mate, xarope de guaraná e rum. Considerada como um dos drinks mais populares de Minas Gerais, o produto tem feito sucesso também em outras partes do país, principalmente no Carnaval.

Algumas pessoas fazem a bebida em casa. No entanto, a versão industrializada é bastante popular no Carnaval.

Os camelôs oficiais na cidade, porém, só são autorizados a vender as bebidas da Ambev, patrocinadora oficial do Carnaval de rua de São Paulo. A empresa tem contrato de R$ 27,8 milhões com a Prefeitura. Os vendedores autorizados nas ruas trazem, inclusive, produtos da marca tabelados.

Apesar da proibição, o Xeque Mate tem sido vendido por R$ 20 no Carnaval, o que garante um lucro de mais de 100% sobre o produto, encontrado abaixo dos R$ 10 nos supermercados.

A reportagem conversou com diversos vendedores ambulantes desde o início do Carnaval e verificou que mesmo aqueles que fazem parte da programação oficial têm participado de correrias assim que a fiscalização chega nos blocos. Isso porque, segundo eles, os fiscais têm apreendido todas as mercadorias daqueles que trazem a bebida à base de mate em seus isopores.

A reportagem presenciou, em alguns dos blocos, princípios de tumultos causados por essa fiscalização.

Além disso, a reportagem conversou com foliões que se queixaram da dificuldade de encontrar a bebida entre vendedores ambulantes, se comparado com edições anteriores do Carnaval de rua em São Paulo.

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