Quadrilha roubava mansões em SP após seguir vítimas nas redes sociais

Criminosos, que têm histórico de roubos a residências, juntavam por meses informações sobre a rotina das vítimas

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Imagem colorida de uma quadrilha assaltando uma casa nos jardins - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de uma quadrilha assaltando uma casa nos jardins - Metrópoles - Foto: Reprodução

A Polícia Civil prendeu, nessa quarta-feira (8/4), mais três homens suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em roubos de mansões em São Paulo. A investigação, a qual o Metrópoles teve acesso, mostrou como o grupo juntava informações sobre as vítimas e planejava os crimes por meses.

O modo de operação da quadrilha começou a ser revelado após o roubo de uma mansão nos Jardins, em dezembro de 2023, que deu origem à investigação.

À polícia, os funcionários que trabalhavam na residência à época relataram que foram rendidos por um trio de homens. Um deles usava uma “touca ninja” — identificado como Diego Fernandes de Souza, o Minotauro, preso em 2025, — e outros dois estavam com máscaras cirúrgicas.

Sem agredir os reféns, os ladrões exigiram somente colaboração para encontrar um cofre que teria uma coleção de relógios da marca Rolex dos donos da propriedade — que estavam em viagem aos Estados Unidos —, além de outras joias.

Os itens mencionados não foram aleatórios: ainda segundo os relatos, os criminosos demonstraram amplo conhecimento da rotina da casa, dos moradores e dos próprios empregados, mencionando nomes, endereços, horários, veículos e até hábitos divulgados nas redes sociais. Os proprietários eram seguidos pelos próprios ladrões.

Durante a ação, eles afirmaram acompanhar a família havia meses, sabiam da viagem dos proprietários da casa, da existência de outra residência em condomínio fechado e até dos nomes dos cachorros do local, bem como do guarda da rua e de empregados que não estavam na mansão no momento.

As falas dos criminosos eram tão específicas que, segundo a copeira, o líder do grupo chegou a mencionar onde os proprietários faziam academia.

Além dos relógios, os homens também levaram malas, bolsas de grife, perfumes, joias, roupas e outros bens. Os assaltantes permaneceram na residência por cerca de duas horas, monitorando a rua por imagens no celular. Um entregador que chegou ao local durante o crime também foi feito refém.

A investigação da polícia destacou o método dos ladrões, que têm um histórico de ações do tipo. Os veículos usados nos roubos sempre usam placas clonadas para dificultar a identificação e, no planejamento do crime, os criminosos exercem funções específicas: dois ficam responsáveis por fornecer armas e receber os itens roubados, enquanto o terceiro atua como “olheiro”, monitorando os imóveis, colhendo e repassando informações sobre a rotina das vítimas.

As novas prisões foram realizadas por agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) em Paraisópolis, na zona sul da capital, e em Embu das Artes, na Grande São Paulo. Durante a operação, os policiais cumpriram diligências em imóveis ligados aos suspeitos e apreenderam veículos, dinheiro, joias, celulares e outros objetos de valor.

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