Maior chacina do DF: acusados de matar 10 da mesma família vão a júri

Crimes ocorreram entre 2022 e 2023; 10 pessoas foram mortas. Cinco réus vão a júri nesta segunda (13/4), às 9h

atualizado

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1 de 1 arte-chacina-vitimas - Foto: Arte/Metrópoles

O julgamento de cinco acusados de envolvimento na morte de 10 pessoas da mesma família começa nesta segunda-feira (13/4), às 9h, no Fórum de Planaltina (DF). O caso ficou conhecido como “a maior chacina do DF” e chocou o país no início de 2023. O crime teria sido motivado por dinheiro e tentativa de ocupar uma chácara. Três crianças de 6 e 7 anos estão entre as vítimas.

Sentam no banco dos réus nesta segunda-feira:

  • Gideon Batista de Menezes – apontado como um dos principais articuladores do plano
  • Horácio Carlos Ferreira Barbosa – atuou diretamente nos assassinatos
  • Carlomam dos Santos Nogueira – participou dos sequestros e execuções
  • Fabrício Silva Canhedo – responsável pela vigilância do cativeiro em parte do período
  • Carlos Henrique Alves da Silva – participou da rendição de vítimas
  • Segundo a denúncia do Ministério Público, eles respondem por diversos crimes, como homicídios qualificados, extorsão, roubo, sequestro, constrangimento ilegal, fraude processual, corrupção de menores, ocultação e destruição de cadáver, entre outros.

Entenda o caso

De acordo com as investigações, os crimes foram planejados entre outubro de 2022 e janeiro de 2023 e tiveram como motivação dinheiro e a tentativa de tomar uma chácara no Itapoã (DF).

As vítimas pertenciam à mesma família:

  • Marcos Antônio Lopes de Oliveira – patriarca
  • Renata Juliene Belchior – esposa de Marcos
  • Gabriela Belchior de Oliveira – filha do casal
  • Thiago Gabriel Belchior de Oliveira – filho do casal
  • Elizamar da Silva – esposa de Thiago
  • Rafael (6 anos), Rafaela (6) e Gabriel (7) – filhos de Thiago e Elizamar
  • Cláudia da Rocha Marques – ex-companheira de Marcos
  • Ana Beatriz Marques de Oliveira – filha de Marcos com Cláudia

O plano inicial era matar o patriarca da família, Marcos Antônio Lopes de Oliveira, e sequestrar parentes para conseguir dinheiro e atrair outras vítimas.

A primeira ação ocorreu em 27 de dezembro de 2022, quando Marcos, a esposa dele, Renata, e a filha Gabriela foram rendidos dentro de casa. O grupo roubou cerca de R$ 49,5 mil e levou os três para um cativeiro, em Planaltina. Marcos foi morto logo depois, enquanto as duas permaneceram vivas.

A partir daí, os criminosos passaram a usar os celulares das vítimas para se passar por elas e atrair outros integrantes da família.

Nos dias seguintes, Cláudia e Ana Beatriz foram enganadas, sequestradas e levadas ao mesmo cativeiro.

Depois, o grupo atraiu Thiago, filho de Marcos, que também foi rendido. Com acesso ao celular dele, os criminosos chegaram até a esposa de Thiago, Elizamar, que foi atraída junto com os três filhos pequenos do casal.

Os quatro foram levados até Cristalina (GO), onde foram mortos, e os corpos, queimados dentro de um carro.

Na sequência, os acusados mataram as demais vítimas mantidas em cativeiro para evitar que os crimes fossem descobertos. Renata e Gabriela foram levadas até Unaí (MG), onde foram assassinadas.

Por fim, Cláudia, Ana Beatriz e Thiago também foram mortos, e os corpos escondidos em uma cisterna.

Segundo a investigação, os acusados ainda tentaram destruir provas para dificultar o trabalho da polícia.

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